Dois PMs são mortos durante assalto em metalúrgica de Osasco
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segunda-feira, 17 de janeiro de 2000
Por Marcelo Godoy 
São Paulo, 17 (AE) - Uma quadrilha invadiu a metalúrgica Corneta, na madrugada de hoje, em Osasco, dominou 80 funcionários para roubar o caixa eletrônico e matou dois policiais militares. Um deles foi morto com um tiro na nuca, o outro, com tiros nas costas. O crime ocorreu na Rua Manoel Antônio Portela, em Osasco, na Grande São Paulo.
"Já temos pistas desses bandidos", disse o major Reginaldo dos Santos, comandante interino do 14.º Batalhão da PM
responsável pelo patrulhamento de Osasco. Os soldados Paulo César Bueno da Silva e Douglas Daltron Lima, ambos da 3.ª Companhia do 14ºBPM, morreram no local. Silva estava na PM desde 1996 e Lima desde 1990. Lima casou há um mês. "Os dois eram bons policiais", disse o major.
A ação do bando começou à 1h30, quando tomou a portaria da Metalúrgica Corneta. Com pistolas e submetralhadoras, o bando também dominou os funcionários da noite e, usando um maçarico, passou a arrombar o caixa eletrônico do Unibanco.
Pouco antes das 5 horas, chegou à empresa um funcionário de uma padaria para fazer entrega. Foi dominado. Por causa de sua demora, o dono da padaria chamou a polícia. Um carro da PM foi à padaria. O comerciante ligou para a metalúrgica, para saber se os funcionários sabiam por que o entregador demorava. Um funcionário lhe disse que o carro de entrega havia quebrado.
O comerciante decidiu ir à metalúrgica. Os policiais o acompanharam. Quando chegaram, foram atendidos pelo vigia, que abriu o portão como se nada estivesse ocorrendo. Passado o portão, pelo menos oito bandidos dominaram os policiais e o comerciante e os levaram a um galpão.
Quando entraram no galpão, um dos ladrões aproximou-se por trás, sacou uma submetralhadora e atirou na cabeça de Lima. Depois, disparou em Silva. O comerciante correu e escondeu-se. Até hoje a polícia não sabia a quantia exata levada pelos ladrões. Num matagal próximo da empresa, a PM encontrou uma submetralhadora e roupas abandonadas pelos criminosos.
Segundo o major, as testemunhas viram aproximadamente 12 assaltantes dentro da empresa. "Desconfiamos que a quadrilha tinha, pelo menos, mais oito pessoas dando cobertura", afirmou o oficial. O enterro dos policiais será amanhã (18), no Mausoléu da Polícia Militar, no Cemitério do Araçá.


