São Paulo, 23 (AE) - Dois passageiros foram mortos a tiros hoje à tarde dentro de um vagão lotado do metrô, na Estação Sé, uma das mais movimentadas do sistema, em uma aparente tentativa de assalto. O escrevente de cartório Wlademir Lenine Afonso, de 48 anos, e Júlio Pedro Ferreira Filho, de 20, foram baleados por volta das 16h30 e socorridos no Hospital Vergueiro, onde morreram.
Afonso, que era casado e trabalhava no 3º Cartório de Registro de Títulos, na Rua 15 de Novembro, na região central, levou um tiro na cabeça, perdeu parte da massa encefálica e chegou agonizante ao pronto-socorro. Ferreira Filho foi ferido com um tiro no tórax, que ultrapassou o pulmão e o coração.
O assassino seria um ladrão que teria acompanhado Afonso até dentro do vagão e feito os disparos quando o trem chegou na Estação Sé.
A empregada doméstica identificada como Fabiana, que estava sentada ao lado das vítimas, contou aos policiais da Delegacia do Metropolitano, na Barra Funda, que o assassino se encontrava em pé diante dos dois e, quando chegou na estação, atirou e saiu correndo.
Foram encontrados no bolso de Afonso R$ 1.317,80 em dinheiro. Ele teria sacado essa quantia em um caixa eletrônico do banco Bradesco da Estação São Bento.
O delegado Francisco Rodrigues Alves Filho, que registrou a ocorrência, supõe que Afonso tenha reagido ao assalto antes de entrar no trem. O escrevente teria imaginado estar a salvo dentro da composição, mas foi seguido pelo criminoso que, aparentemente, atirou para se vingar. "Temendo uma reação do outro (Ferreira Filho), que estava ao lado, ele teria atirado nele também", disse o delegado.
O trem no qual ocorreu o duplo homicídio era da linha norte-sul, sentido Tucuruvi-Jabaquara. Havia cerca de 400 pessoas no interior da composição, com capacidade 500, e houve correria na estação.
Frustração - No Rio, um rapaz de 19 anos e um casal tentaram assaltar passageiros do metrô hoje à tarde, na zona norte da capital fluminense. O trio foi surpreendido por um policial militar, especializado em artes marciais, que estava à paisana.
O sargento Luís Carlos Guedes, do Batalhão do Estácio, estava no metrô da Linha 2. Entre as Estações Maracanã e São Cristóvão, viu quando Arley Penetra Pacheco, de 19 anos, e o casal tentavam assaltar um passageiro. Com um golpe de jiu-jitsu, Guedes desarmou Pacheco e com o revólver dele, de calibre 38, dominou o casal.

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