Londrina – Dois pacientes passaram ontem por cirurgia no Hospital da Zona Norte, seis meses após o início da crise do setor de ortopedia em Londrina. Os procedimentos foram feitos pelo Sistema Único de Saúde.
O chaveiro Altair Cândido, de 49 anos, que quebrou a perna em um acidente doméstico, estava esperando pela cirurgia havia oito dias. A sogra dele, Dirce dos Santos, disse que a cirurgia foi bem sucedida. "Nós moramos em Porecatu e foi a primeira vez que viemos aqui para este hospital. Quem nos encaminhou a gente para cá foi a central de regulação", relatou Dirce.
Oito cirurgiões e sete anestesistas começaram a trabalhar ontem no HZN. Os profissionais se somam à equipe de 15 médicos que já trabalha no hospital. Atualmente, 18 mil pessoas da região, grande parte de Londrina, aguardam por agendamento. Dessas, aproximadamente 2,4 mil necessitam de cirurgias. Somente no HZN existem 127 pessoas na lista de espera. Uma delas é o cabeleireiro Sidinei Ribeiro, de 37 anos, que está há 15 dias esperando uma posição da direção do hospital. Ele ficou com um problema no joelho esquerdo depois que sofreu um acidente de moto. Sua mãe, Maria Ribeiro, de 67 anos, aguardava ansiosa por notícias depois que ele fez exames. "Eu fico preocupada. Espero que ele seja operado o mais rápido possível", destacou.
A vereadora Lenir de Assis (PT) destacou que o objetivo de pedir a urgência na integração desses profissionais foi para acelerar a fila das cirurgias eletivas. Ela preside a Comissão de Seguridade Social e destacou que o HZN possui cinco salas de cirurgias, mas algumas delas continuam interditadas para troca de pisos, informação confirmada pelo diretor do HZN, Diego Janesch. "Nós temos cinco salas de cirurgia e três delas estão em funcionamento e duas ainda estão com problemas de infiltração no piso e precisam ser reformadas", destacou.
Segundo a diretora de programação e regulação do Consórcio Intermunicipal de Saúde do Médio Paranapanema (Cismepar), Sílvia Carla Azevedo Vieira Andrade, as vagas são divididas em blocos e Londrina, por ser a maior cidade, fica com 58% das vagas e os 42% restantes ficam com os demais 20 municípios que compõem o consórcio. "Ter retomado este atendimento foi uma grande conquista. É difícil ficar sem esse serviço, pois a ortopedia influencia muito a qualidade de vida dos pacientes", destacou. Segundo ela, o HZN deve realizar dez cirurgias eletivas ortopédicas por semana.

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