Dois morrem em queda de monomotor em SP
Agência Folha
De São José dos Campos
Peritos do Serviço Regional de Aviação Civil (Serac-4) da
Aeronáutica começam a investigar hoje as possíveis causas da queda de um avião monomotor em São José dos Campos, anteontem, que matou duas pessoas. Há suspeitas de ocorrência de falha mecânica.
A família do mecânico de aviões José Eduardo Lopes, 37 anos, uma das vítimas, informou que ele pode ter voado com o piloto Paul Buttazzi que também morreu para descobrir a origem de um defeito na aeronave. Recebi uma informação de que o piloto chamou o meu irmão e comentou que o avião tinha algum problema, disse César Lopes, irmão do mecânico. Segundo ele, Buttazzi estaria comprando o avião, um monomotor russo Sukoi SU-29, projetado para acrobacias.
O superintendente do aeroporto de São José, Orlando Pudenzi, disse que as aeronaves são fiscalizadas pelo DAC (Departamento de Aviação Civil) antes de decolarem. Segundo Pudenzi, é normal o vôo de aeronaves de acrobacia no aeroclube. Há um espaço aéreo perfeitamente definido e autorizado pela Aeronáutica, disse.
Os dois corpos foram carbonizados. A família de Buttazzi informou que ele era um piloto experiente, premiado com medalhas em torneios de acrobacia aérea.
O piloto, casado e pai de dois filhos, foi enterrado no Cemitério do Morumbi, em São Paulo. Lopes morava em São José e tinha um filho de 8 anos. Seu corpo foi levado para Poços de Caldas (MG), onde reside sua família. O CTA (Centro Técnico Aeroespacial) ainda mantém o avião no local. Os destroços não serão retirados para não prejudicar a investigação, disse o capitão Carlos Alberto de Sousa.
O avião caiu por volta das 17h25 em uma área do CTA, a cerca de 800 metros da rodovia dos Tamoios e a mil metros da cabeceira da pista do aeroporto. Segundo testemunhas, o avião caiu de bico após deixar o aeroclube. O estudante Luiz Otávio Sabondi disse que colegas seus afirmaram que Buttazzi fazia acrobacias, perdeu altitude e tentou ganhar altura, sem sucesso.
A queda provocou incêndio em uma área de 5 mil metros. Pudenzi disse que o vôo havia sido o terceiro de Buttazzi no dia.





