Duas pessoas morreram em um acidente na manhã de ontem na Avenida Duque de Caxias, esquina com a Rua Moreira Cabral, a uma quadra da Avenida Bandeirantes. Por volta das 8 horas, o motociclista não habilitado Luiz Fernando dos Santos Pereira, 23 anos, trafegava com uma motocicleta Honda Titan pela avenida Duque de Caxias sentido Centro-Prefeitura quando atingiu a pedestre Maria Aparecida Poreli da Rosa, 65 anos, na pista próxima ao canteiro central. Com o impacto, Pereira perdeu o controle do veículo e atingiu um poste da rede de energia elétrica.
O pintor André Matias, de 35 anos, testemunhou o acidente. Ele relatou que Maria estava atravessando a pista, mas não teria visto a motocicleta se aproximando. ''É difícil precisar a que velocidade estava a moto, mas na minha opinião ela não estava em velocidade muito alta'', afirmou Matias. O pintor destacou que não havia muito trânsito no local e que o motociclista poderia ter sobrevivido se conseguisse desviar do poste, pois não havia movimento algum no fluxo contrário. ''Ele ficou vários minutos agonizando até que não resistiu e morreu'', relatou.
O enfermeiro Fabiano Abu Carub chegou ao local logo após o acidente e, como Pereira já havia morrido, tentou socorrer Maria. ''O estado dela era grave, com múltiplas lesões. Eu e a equipe do Samu tentamos reanimar por cerca de uma hora, mas não conseguimos'', descreveu. A médica socorrista do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Alice Navarro, afirmou que Maria sofreu traumatismo craniano e estava com várias fraturas nos braços e nas pernas.
O perito do Instituto de Criminalística, Jorge Luiz Audibert, afirmou que o laudo da perícia ficará pronto em dez dias. Ele destacou que não há como precisar a velocidade que a motocicleta estava trafegando e que isso deve ser a última coisa a ser calculada. ''Como se trata de uma avenida, mesmo dentro do limite de velocidade (50 km/h) existe um impacto considerável. Pelo que pudemos analisar, a pedestre estava na faixa mais próxima do canteiro central quando foi atingida. Ela pode ter demorado a atravessar a via'', analisou. Segundo o perito, o choque contra o poste aconteceu a cerca de 9 metros do impacto contra a pedestre. ''Quando a pessoa se choca contra um objeto fixo, o impacto é violento mesmo na velocidade média'', afirmou.
O soldado da Polícia Militar Cícero dos Santos afirmou que a motocicleta pertencia a outra pessoa, Diego Rodrigues de Souza. Familiares do rapaz afirmaram no local do acidente que Pereira estava proibido de utilizar a motocicleta da família e que isso fez com que Pereira emprestasse a do amigo para trabalhar. O cunhado dele, Claudinei dos Santos, afirmou que Pereira era funcionário de uma concessionária de veículos.
Bastante emocionada, sua irmã Lucinete Oliveira relatou que o motociclista era uma pessoa alegre. ''Ele era meu irmão adotivo. Adorava jogar bola em seu tempo livre'', relembrou.

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