Dois mil anos de Jesus
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terça-feira, 30 de março de 1999
Por Kenneth L. Woodward, da Newsweek 
Nova York, (AE-NEWSWEEK) - Os historiadores não registraram seu nascimento e durante 30 anos ninguém prestou a menor atenção a ele. Judeu do interior montanhoso da Galiléia, famoso por seus ensinamentos e seu poder de cura, ele apareceu em Jerusalém aos 33 anos, durante a Páscoa. Em três dias, ele foi preso, julgado e condenado por traição e executado como criminoso comum. Seus seguidores disseram que Deus o ergueu dentre os mortos, mas, exceção feita aos que acreditavam nele, o evento passou despercebido.
Dois 2 mil anos depois, a própria passagem do tempo é contada a partir do nascimento de Jesus de Nazaré. No fim deste ano, os calendários da Índia e da China, bem como os da Europa, América e Oriente Médio, vão registrar a aurora do terceiro milênio. É uma convenção, é claro, uma ficção e uma prerrogativa da hegemonia cultural ocidental o fato de o nascimento de Jesus marcar os dias para cristãos e não-cristãos. Para os cristãos, Jesus é o portal da história em que a eternidade intercepta o tempo: no encerramento do segundo milênio, um terço da população mundial diz acreditar nele.
Mas por qualquer padrão secular, Jesus é também a figura dominante da cultura ocidental. Muito do que hoje vemos como idéias, invenções e valores ocidentais têm sua fonte ou inspiração na religião que adora Deus em seu nome. Arte e ciência, o eu e a sociedade, política e economia, casamento e família, certo e errado, corpo e alma - tudo foi tocado e radicalmente transformado pela influência cristã. Não ao mesmo tempo e nem sempre para melhor. O mesmo Jesus que pregava a paz foi usado para justificar as Cruzadas e a Inquisição. O mesmo Evangelho que ele proclamou serviu de base para a democracia e para o direito divino dos reis. Frequentemente perseguidos, os cristãos frequentemente perseguiram, até mesmo outros cristãos. Como afirmou o papa João Paulo II repetidas vezes, os cristãos não podem dar as boas-vindas ao terceiro milênio sem arrepender-se de seus pecados.
O momento é um convite para a reflexão. Como o cristianismo moldou nosso modo de pensar Deus, nós mesmos, como as pessoas devem viver e como as sociedades devem organizar-se? Como os acadêmicos perceberam há tempos, há poucos ensinamentos de Jesus que não possam ser encontrados nos livros sagrados do judaísmo. "O cristianismo é o judaísmo para os gentios", explica o teólogo Krister Stendahl, da Divinity School de Harvard. Mas o Novo Testamento é basicamente uma Escritura sobre Jesus - o Cristo que sobe ao céus como o Senhor. Essa é uma mensagem completamente nova. Como uma supernova, o impacto inicial do cristianismo sobre o mundo greco-romano produziu ondas de choque que continuaram bem depois do desaparecimento do Império Romano.
Os primeiros cristãos eram judeus que pregavam em nome de Jesus, mas eles não falavam apenas de Jesus. Como judeus monoteístas, eles acreditavam em um Deus único, o Pai a quem Jesus obedeceu até a morte.
Mas eles também adoravam a Jesus como seu único filho concebido por meio do poder do Espírito Santo. Essa experiência da Trindade estava implícita no Novo Testamento, mas desafiava todos os esforços de encaixá-la nos moldes monoteístas tradicionais. "Ao fazer perguntas gregas sobre a tradição judaica, os primeiros pais da igreja desenvolveram uma doutrina de deus que era e continua ser única entre as religiões do planeta", afirma o teólogo David Tracy, da Divinity School da Universidade de Chicago. "Todos os monoteístas tendem a fazer de Deus uma entidade transcendente atemporal e acima de todas as relações", explica, acrescentando que hoje, porém, tendemos a ver que toda a realidade é interrelacionada. "A doutrina da Trindade diz que mesmo a realidade divina e todo o seu mistério é intrinsicamente relacionável." Em resumo, o cristianismo legou à cultura ocidental um Deus que se revelou definitivamente na pessoa de Jesus e que prossegue na redenção do mundo por meio da ação do Espírito Santo. O próprio tempo transformou-se: enquanto os gregos e romanos imaginavam um universo fixo e eterno, o cristianismo - a partir dos profetas hebreus - injetou na consciência ocidental a noção do futuro como obra de Deus.
O cristianismo trouxe a promessa de vida eterna para um mundo governado pelo destino e pelo capricho dos deuses. No centro da fé cristã está o pressuposto de que Jesus crucificado foi ressuscitado por Deus. A mensagem é clara: ao submeter-se à morte, Jesus destruiu seu poder, tornando assim a vida eterna acessível a todos. Essa afirmação cristã mudou radicalmente a relação entre vivos e mortos de gregos e romanos. Para eles, apenas os deuses eram imortais - e isso os fazia deuses. Os filósofos podem conquistar a imortalidade da alma, como afirmava Platão, mas a visão do povo era a de que a consciência humana sobrevivia no mundo subterrâneo do Hades. "A ressurreição é uma enorme resposta para o problema da morte", diz o teólogo John Dunne, da Universidade Notre Dame. "A idéia é de que os cristãos vão com Cristo da morte para a vida eterna; a morte passa a ser um nascimento, um evento que se vive." Uma vez que a morte perdeu seu poder sobre a vida, esta passa a ter novo significado para os que têm fé. Nesse sentido, o sociólogo Rodney Stark, da Universidade de Washington, vê dramáticas evidências nas altas taxas de sobrevivência entre cristãos nas várias pragas que atingiram o antigo Império Romano. "Os romanos atiravam as pessoas na rua aos primeiros sintomas da doença, porque sabiam que era contagiosa e tinham medo de morrer", diz Stark. "Os cristãos, porém, cuidavam de seus doentes porque não se importavam de morrer, acreditando na vida eterna." Os que foram martirizados por causa de sua fé foram reverenciados como santos, capazes de interceder junto a Deus pelos vivos. Seus ossos se tornaram relíquias e suas tumbas, a meta das peregrinações. Assim nasceu o culto cristão aos santos, um culto dos mortos e de seus corpos que confundia as elites de Roma. "Vocês acrescentam corpos recém-falecidos àquele (o de Cristo) morto há tempos", queixava-se o imperador Juliano, que perseguia cristãos no século 4. "Vocês encheram o mundo de tumbas e sepulcros." Eventualmente, igrejas foram erguidas sobre os túmulos de santos - sendo o exemplo mais famoso o da Basílica de São Pedro - e cemitérios foram transformados em cidades.
Como símbolo da nova religião, a cruz significava muito mais que a vitória de Cristo sobre a morte. Ela também simbolizava uma inversão das normas vigentes. O sofrimento era nobre, e não meramente patético, quando aceito como imitação do martírio de Cristo. O perdão - especialmente o dos inimigos - tornou-se o símbolo do verdadeiro cristão. Mais radicalmente ainda, Jesus ensinava que no reino de Deus os últimos seriam os primeiros. "No Novo Testamento, você encontra Jesus mais entre os mendigos do que entre os governantes, mais entre os doentes do que entre os sãos, entre as mulheres e crianças e não entre os conquistadores, entre as prostitutas e leprosos e não entre os altos sacerdotes", explica Martin Marty, diretor do Public Religion Project, da Universidade de Chicago.
O cristianismo também desafiou as noções vigentes do que seria uma vida virtuosa. Enquanto Aristóteles citava a prudência, a justiça, a coragem e a temperança como as virtudes da vida, Jesus enfatizava a humildade, a paciência e a paz em seu Sermão da Montanha. Enquanto Buda falava na compaixão como uma atitude dos iluminados, Jesus exigia feitos. Nos tempos romanos, essa compaixão cristã se manifestava no cuidado especial para com as viúvas, órfãos, idosos e doentes. Quando as autoridades romanas exigiram que São Lourenço, um dos primeiro mártires cristãos, mostrasse as riquezas da igreja, ele lhes mostrou os famintos e doentes. Vinte séculos depois, a mesma atitude pode ser vista no trabalho de figuras contemporâneas excepcionais, como Dorothy Day e madre Teresa de Calcutá.
Se, como diz Harold Bloom, Shakespeare inventou o humano, pode-se usar a mesma hipérbole para afirmar que o cristianismo descobriu o indivíduo. No mundo antigo, os indivíduos eram reconhecidos como membros de tribos, nações ou famílias e se comportavam de acordo. Para os judeus isso significava - e significa - que a relação com Deus depende da aliança que fez com Israel, seu povo escolhido. Mas os Evangelhos estão cheios de passagens em que Jesus trabalha sozinho, curando a doença de uma mulher, perdoando os pecados de um homem e conclamando cada um deles à conversão pessoal. Ele convida tanto judeus como gentios a entrar no reino de Deus. "O cristianismo descobre a individualidade no sentido em que enfatiza a conversão pessoal"
explica Bernard Mcginn, professor de teologia histórica na Divinity School da Universidade de Chicago. "Essa é uma contribuição crucial para a civilização ocidental porque libera o indivíduo das restrições da família e da sociedade." O sentido da individualidade cresceu e a prece tornou-se mais pessoal: é possível dirigir-se a Deus chamando-o de Pai. Mas à medida que cresceu essa intimidade com Deus, aumentou também o senso interior de não-merecimento. Como moralista, Jesus fixou padrões elevados: aquele que olhasse para a mulher do próximo com desejo, dizia, cometia "adultério em seu coração". Com a evolução da Igreja Católica, estabeleceu-se a prática da confissão e do arrependimento. E nas Confissões de Santo Agostinho (354-430), temos o primeiro grande documento da história do que Stendahl chama de "consciência introspectiva do ocidente". Figura monumental de sua época, cuja sombra se estendeu pela Idade Média e chegou a tocar um atormentado Martinho Lutero, Agostinho continua a ser o pai da autobiografia
o primeiro grande psicólogo e o autor que antecipou - em 1.500 anos - os modernos romances que exploram a consciência individual.
Em Roma como na sociedade judaica, as mulheres eram consideradas como seres inferiores aos homens. Os maridos podiam divorciar-se de suas mulheres, mas elas não podiam separar-se de seus maridos. Nos círculos rabínicos, só os homens podem estudar a Torá. Jesus desafiou essas normas. Embora só homens fossem seus apóstolos, ele aceitou a presença de mulheres no seu círculo de amigos e discípulos. Ele também baniu o divórcio, exceto nos casos de adultério.
Os primeiros cristãos seguiram seus ensinamentos. Em seus estágios iniciais a igreja tentou ser uma sociedade igualitária. Em Cristo, escreveu Paulo, "não há judeu nem grego, escravo nem homem livre, homem ou mulher". Embora dissesse que as mulheres deviam submeter-se aos maridos, ambos eram iguais aos olhos de Deus.
O apelo do cristianismo para as mulheres foi uma das principais razões de seu crescimento rápido em relação às demais religiões do Império Romano. Naquela época, como agora, as mulheres constituíam a maioria dos cristãos. A nova religião não só oferecia às mulheres status mais elevado e influência dentro da igreja, como lhes dava proteção enquanto mulheres e mães. A igreja pôs fim ao costume de casar meninas de 11 ou 12 anos com homens bem mais velhos, o que deu origem a casamentos mais simétricos, como diz Stark. Do judaísmo, o cristianismo herdou um profundo respeito pelo casamento, que mais tarde foi transformado pela Igreja Católica em sacramento, um vínculo indissolúvel.
Num desafio ainda mais radical às normas da época, a igreja abriu espaço para virgens, homens e mulheres, que consagravam suas vidas a Deus, rompendo com o controle que as famílias exerciam sobre o destino de seus membros. Homens e mulheres celibatários puderam, assim, ter uma identidade distinta do padrão de casamento e reprodução.
A igreja também protegeu as crianças dos caprichos tirânicos de seus pais. Pela lei romana, os pais tinham o direito de cometer infanticídio. As meninas, que eram consideradas apenas como mais uma despesa, eram as principais vítimas. Um estudo das lápides de um cemitério em Delfos mostra que das 600 famílias de alta classe da região, apenas seis criaram mais de uma filha. Desde o início, a igreja condenou o aborto, prática que frequentemente matava ou esterilizava as mulheres. De forma indireta, o cristianismo também transformou a definição de masculinidade do mundo antigo. Em vez da imagem do guerreiro, Jesus aconselhou os homens a serem pacificadores, a oferecer a outra face.
Não foi difícil defender a tese da não-violência enquanto os cristãos estavam distantes do poder. "Eles nunca imaginaram que César se tornaria cristão", diz Jaroslav Pelikan, especialista em história da igreja de Yale, referindo-se à conversão de Constantino, em 312. Também não imaginavam que o cristianismo viria a ser uma religião oficial de Estado. Com isso veio o poder de declarar guerra e perseguir hereges.
De seu trono imperial em Constantinopla, Constantino fez os dois. Mas no Ocidente, enquanto o Império Romano ruía, Santo Agostinho fazia sérias restrições à guerra. Entre outros princípios expressos em sua monumental A Cidade de Deus, Agostinho afirmou que só a guerra defensiva era justificável e, mesmo assim, por breves períodos de tempo, quando não houvesse outra saída. O objetivo dos vencedores deveria ser a paz, não a vingança.
Os princípios de Santo Agostinho não impediram a explosão de conflitos - muitos deles em nome de Jesus -, mas, ao menos, ao longo dos séculos, transformaram a guerra em algo menos bárbaro. Stark lembra que, até então, o massacre dos vencidos era prática comum.
A identificação do Estado com o cristianismo, porém, fez com que para muitos ficasse difícil seguir os ensinamentos de Cristo. Para escapar dessa igreja cada vez mais comprometida com o mundano, muitos fugiram para o deserto onde podiam viver na mais absoluta pobreza, castidade e obediência. Eles se tornaram a base da Norma de São Benedito, que estabeleceu as comunidades monásticas como locais reservados para aqueles dispostos "a participar integralmente da vida de Cristo".
Por mais de um milênio, os mosteiros produziram santos que estabeleceram as várias vertentes do misticismo e espiritualidade cristãos, que hoje vivenciam um renascimento. Os monges também foram os reformistas da igreja, lembrando aos papas seus deveres e, eventualmente, assumindo o trono de São Pedro. Por causa de seu exemplo, o celibato tornou-se obrigatório para os bispos.
Foram os monges que se tornaram os grandes missionários, plantando sua igreja na Inglaterra e Irlanda. Enquanto os bárbaros desmontavam o Império romano, os monges copiavam e disseminavam os clássicos latinos, preservando a antiga civilização e lançando as bases da nova. Criaram cantos e músicas, liturgias magníficas, manuscritos com iluminuras.
Foram eles que fundaram as primeiras universidades em cidades como Paris e Bolonha. Foi um dominicano, Tomás de Aquino, que com sua Suma Teológica coroou a Idade Média com sua díntese de filosofia e teologia.
Outro monge, Martinho Lutero, foi o pai da reforma protestante.
Uma das medidas da influência do cristianismo sobre a cultura ocidental está nas inovações que propôs e sobreviveram. "A lei canônica medieval foi transposta para as leis de Estado", conta Harold Berman, professor emérito de direito em Harvard. Entre elas, os julgamentos racionais e não por ordálio, o consentimento como base do casamento, a necessidade de provar-se a intenção de dano para configurar o crime e a proteção legal aos pobres contra os ricos.
O legado da Cristandade medieval tem também seu lado sombrio. Desde o Natal de 800, quando Leão III coroou Carlos Magno como imperador, política e religião tornaram-se indissociáveis. Os resultados são mistos. Se o Estado não tivesse defendido o cristianismo, a Europa provavelmente seria muçulmana hoje. Mas as Cruzadas, com o objetivo de libertar a Terra Santa das mãos dos turcos, foram uma desculpa para a pilhagem. A união entre Estado e Igreja justifica quase todas as ações militares.
O Novo Testamento esboça os fundamentos de uma sociedade cristã e a Idade Média foi um longo esforço para criá-la. A doutrina da igreja tornou-se a doutrina imposta pelo rei. Mesmo Santo Agostinho reconhecia que o braço secular da sociedade deveria ser usado para esmagar a heresia. Sob a premissa de que o certo jamais pode errar, a igreja criou a Inquisição, mobilizando batalhões de dominicanos e franciscanos na caça aos hereges. Em 1252, o papa Inocêncio IV permitiu a tortura dos suspeitos. Dois séculos depois, os reis católicos, Fernão de Aragão e Isabel de Castela, criaram outra Inquisição para descobrir e banir judeus e muçulmanos convertidos que professavam suas religiões às escondidas. Mulheres idosas e crianças foram torturadas e seus descendentes proibidos de frequentar as universidades e ocupar cargos públicos. Nos séculos seguintes ampliariam suas listas de hereges para incluir protestantes e praticantes de feitiçaria.
A Reforma abalou a Cristandade, mas libertou novas energias. Os protestantes traduziram a Bíblia do latim para os vários idiomas europeus e encorajaram os estudos biblícos para os leigos. Missionários europeus que partiram da Europa para a ásia
áfrica e América carregaram consigo a bandeira do colonialismo e do imperialismo. Mas foram eles também, dos jesuítas do século 16 aos protestantes dos século 19, que desenvolveram a forma escrita dos idiomas nativos, sem falar em gramáticas e dicionários. Nesse sentido, preservaram culturas locais que teriam desaparecido. Fundaram escolas e hospitais, mudando as condições de vida nesses locais. Nelson Mandela, só para citar um exemplo, formou-se em duas escolas de missionários.
À medida que o mundo caminha para o terceiro milênio, ele parece mais distante do movimento iniciado pelo nascimento de Jesus. Mas o mesmo Evangelho continua a ser pregado. O cristianismo ainda é perseguido: só no século 20, houve muitos mais mártires - especialmente sob Hitler e Stalin - do que todas as vítimas condenadas pelos césares. Mas as diferenças são impressionantes. A Europa pós-cristã parece espiritualmente esgotada. Nos Estados Unidos, o secularismo é a ideologia dominante. No entanto, nunca, desde a Reforma, houve tanta unidade entre os cristãos. A despeito do holocausto - ou talvez por sua causa - "o povo a quem Jesus pertencia e o povo que pertence a Jesus", como diz Pelikan, não são mais inimigos espirituais. Ciência e religião, que eram adversários implacáveis, começam a dialogar.
Numericamente, fica claro que o futuro do cristianismo está nas mãos das jovens igrejas da áfrica, dos hispânicos das Américas e - quem sabe? - nos milhões de inflexíveis cristãos chineses. O cristianismo reúne a mais diversificada sociedade conhecida na história da humanidade. Mas ninguém sabe ao certo que formas e idéias o Evangelho irá assumir no terceiro milênio. Sobre o futuro, a Bíblia diz apenas: "Observe, eu renovo todas as coisas."


