Londrina – Pouca coisa mudou dois meses depois da fuga em massa registrada no 4º Distrito Policial (DP) de Londrina. A unidade continua superlotada e os auxiliares de carceragem, prometidos pela Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp), ainda não foram contratados.
As nomeações estão paradas na Casa Civil. De acordo com a assessoria de imprensa da Sesp, falta decreto governamental para efetivação dos 10 cargos comissionados. Enquanto isso, a segurança na carceragem é mantida por poucos servidores emprestados pelos presídios da cidade e policiais civis, que se revezam.
No dia 24 de fevereiro, homens armados invadiram o 4º DP e renderam policiais civis que faziam a guarda da unidade – a dupla foi espancada. Os bandidos abriram todas as celas e libertaram 63 dos 95 detentos. A maioria foi apreendida na mesma semana.
Os alvos do resgate, Tiago da Silva Ferreira, de 29 anos, e Fábio Luiz dos Santos Pires, de 25, foram recapturados no início deste mês. A dupla estava escondida em Cornélio Procópio (Norte Pioneiro). Os bandidos que invadiram o distrito também foram detidos e todo o grupo foi indiciado por crime de evasão mediante violência.
A carceragem do 4º DP abrigava ontem de manhã 103 presos, mais de quatro vezes acima da capacidade normal. Apenas cinco agentes de cadeia se revezam para garantir segurança da unidade.
"É precário, não dá para fazer praticamente nada. Teríamos que ter no mínimo oito pessoas para trabalhar numa escala regular", disse o delegado chefe da 10ª Subdivisão Policial de Londrina, Márcio Amaro.
Pelo menos as transferências de presos provisórios para unidades prisionais foram retomadas neste período, conforme acordo entre a Sesp e a Secretaria de Justiça. "A nomeação do novo juiz da VEP (Vara de Execuções Penais), o doutor Katsujo (Nakadomari), deu uma melhorada e ele vem aceitando as transferências para CCL (Casa de Custódia de Londrina) com maior frequência. Ele garantiu que vai manter 90 presos no distrito", explicou Amaro.
O 4º DP estava ontem com 103 presos e o 5º, 105. Ambos têm capacidade para 24 internos. A reportagem não conseguiu contato com a Casa Civil no início da noite de ontem.

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