São Paulo, 10 (AE) - Duas pessoas foram assassinadas com vários tiros e quatro ficaram feridas, em um bar, na madrugada de hoje. O crime ocorreu dentro do estabelecimento, na Rua Georgina Botiglieri, na região do Grajaú, zona sul da capital paulista. Segundo as informações fornecidas por policiais, três homens fortemente armados com pistolas semi-automáticas e revólveres invadiram o local aos cinco minutos de hoje e começaram a disparar contra algumas pessoas.
O bar estava cheio de fregueses que bebiam, jogavam bilhar e cartas, quando os assassinos chegaram. Os assassinos ordenaram que os clientes permanecessem encostados em uma parede e permitiram que apenas algumas pessoas saíssem do local. Os que ficaram receberam socos, coronhadas e pontapés. Em seguida, os assassinos começaram a disparar contra as vítima. O ajudante-geral Wilderval de Araújo Barbosa, de 26 anos, e Ricardo Yoshio Leite Takamori, de 24, morreram no local. As outras quatro vítimas foram levadas pela polícia para o Hospital do Grajaú, na zona sul. Após os disparos, os criminosos fugiram sem deixar pistas. Linchamento - A ocorrência foi registrada no 101.º Distrito Policial, no Jardim das Embuias. Momentos depois, a policia prendeu Claudenor Bezerra da Silva, de 29 anos, conhecido como Galego e Francisco Matias da Silva, de 35. Os dois são suspeitos de participação no crime. Eles foram indiciados por homicídio doloso (intencional) e lesão corporal dolosa, após serem reconhecidos por várias testemunhas que compareceram à delegacia. Eles, entretanto, negam a autoria do crime.
Revoltados, sobreviventes tentaram linchar Galego e Silva, mas foram impedidos pelos policiais. Investigadores suspeitam que o crime tenha relação com dívida de drogas. Os três matadores podem ter agido a mando de traficantes da região. Os policiais acreditam que o crime será esclarecido nos próximos dias. De acordo com testemunhas, Takamori já tinha sido baleado, há cerca de um mês, por Galego. O proprietário do bar, J.D., de 40 anos, nega ter visto o rosto dos assassinos.
Segundo informações fornecidas pelo comerciante aos policiais, no momento da invasão ele estava de costas para a porta, lavando copos. Ao ouvir os disparos J. contou ter se escondido sob o balcão e só saiu quando os assassinos foram embora.

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