Dois ficam feridos em protesto de ex-funcionários da FNS
Agência Estado
Duas pessoas ficaram feridas, sem gravidade, por estilhaços de bombas de efeito moral lançadas por policiais militares para controlar ex-funcionários da Fundação Nacional de Saúde, ontem à tarde, durante manifestação na porta da Secretaria Estadual de Saúde, centro do Rio de Janeiro. Os manifestantes, que trabalharam como mata-mosquitos até 30 de junho, tentaram invadir o prédio onde funciona a secretaria, chegando a destruir uma porta.
O batalhão de choque da PM foi chamado para reforçar a segurança. Por causa da confusão, durante meia hora os comerciantes da rua ficaram de portas fechadas. Os feridos foram levados para o Hospital Souza Aguiar, no centro, e liberados pouco depois. A polícia identificou um dos feridos como Celso Luiz Guimarães; o nome do outro não foi divulgado nem pelos companheiros que alegaram ser pessoa muito visada.
Os mata-mosquitos - cerca de 3 mil segundo os manifestantes e mil, segundo a PM - saíram em passeata da sede da Fundação, no centro, em direção à Secretaria Estadual de Saúde. Segundo eles, o Ministério da Saúde não renovou seis mil contratos sob a alegação de que eles não eram concursados. Os funcionários, porém, afirmam que foram remanejados para a FNS com base em outros concursos públicos. O governo diz que nossa situação é ilegal, mas, na verdade, nós somos concursados de outras áreas, disse um manifestante. Uma comissão foi recebida pela representante do Ministério da Saúde no Estado do Rio, Ana Tereza da Silva Pereira. O resultado não foi divulgado.





