Dois delegados são exonerados após furto de drogas dentro do IML
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terça-feira, 02 de fevereiro de 1999
Por Clayton Levy 
Campinas, SP, 02 (AE) - Parte da cúpula da Polícia Civil de Campinas (SP) foi exonerada, hoje. Perderam o cargo os delegados regional, João Antonio Pinto, e o seccional, José Roberto Rocha Soares, que, porém, permanecem na corporação. O titular da Delegacia de Entorpecentes, Ricardo de Lima, e o diretor do Instituto Médico legal (IML), Antônio Francisco Bastos, foram afastados por 30 dias. Nenhum deles foi localizado hoje para comentar a decisão da Secretaria de Segurança Pública.
A medida, publicada no Diário Oficial do Estado, teria sido tomada em razão do desaparecimento de 323 quilos de cocaína, que estavam guardados nas dependências do Instituto Médico Legal (IML) da cidade. O prédio fica ao lado das delegacias Regional, Seccional e de Investigações Gerais (DIG) da Polícia Civil.
Delegado - O delegado regional de Jundiaí, Edgard Aparecido Lázaro, vai assumir a delegacia regional de Campinas. Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria Estadual de Segurança Pública, Lázaro deverá acumular os dois cargos. Para a delegacia seccional, foi nomeado o delegado Miguel Voigt Júnior, que respondia pelo 3º Distrito Policial.
A SSP também determinou a abertura de sindicância interna para apurar o desaparecimento da droga. O trabalho será coordenado pelo corregedor da Polícia Civil, Oduvaldo Mônaco. Um dos objetivos é descobrir se houve envolvimento de policiais no furto da droga. Análise - A cocaína estava guardada numa sala do 1º andar do IML sem qualquer esquema especial de segurança. O material deveria ser analisado e, depois, incinerado. O diretor do IML alega que chegou a encaminhar um pedido à delegacia regional para garantir a segurança no local. O delegado regional nega que tenha recebido o pedido.
A apreensão da droga, ocorrida dia 25, foi considerada a maior do Estado nos últimos dois anos. O carregamento, avaliado em R$ 2 milhões, foi descoberto em uma chácara em Indaiatuba. Cinco homens foram presos em flagrante. Entre eles, quatro brasileiros de Ponta Porã (MS) e um peruano.


