Dois assessores do deputado Talvane Albuquerque (PFL-AL) receberam voz de prisão ontem na Câmara depois que se apresentaram para depor na comissão de sindicância que apura o suposto envolvimento do parlamentar na morte da deputada Ceci Cunha, assassinada em 16 de dezembro do ano passado.
Jadielson Barbosa da Silva e Alécio Cesar Alves estavam com prisão preventiva decretada pela Justiça de Alagoas. Assessores do gabinete do deputado, eles ficarão presos na Superintendência da Polícia Federal em Brasília até que a Justiça alagoana requisite a transferência dos dois suspeitos de terem participado da morte da deputada.
O delegado da Polícia Civil de Alagoas, Arnaldo Carvalho, responsável pelo inquérito, apontou os dois funcionários como executores do crime. ‘‘No mínimo, eles estiveram no local no momento do crime. Foram reconhecidos pelas testemunhas’’, disse o diretor da PF (Polícia Federal), Vicente Chelotti, à comissão de sindicância no dia 8 deste mês, confirmando as declarações de Carvalho.
Albuquerque foi acusado pelas polícias Civil de Alagoas e Federal como o mandante da morte da deputada.
Além de Silva e Alves, o coordenador da campanha de Albuquerque, José Bezerra da Silva Júnior, também é suspeito de participar do crime. Ele está com prisão preventiva decretada, mas não se apresentou à comissão. O depoimento dos dois assessores foi negociado por Albuquerque, pela comissão de sindicância e pelo ministro Renan Calheiros (Justiça). A PF vai dar garantia de vida aos assessores, que temem morrer em Maceió.

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