Londrina- Fazia apenas 16 dias que o jovem Silvanei Oliveira dos Santos, 21 anos, havia chegado em Londrina e em pouco tempo já havia conquistado a amizade dos moradores do Jardim União da Vitória (Zona Sul) onde estava vivendo com os pais e o irmão. Mineiro de Uberlândia, Santos trabalhava como servente de pedreiro e levava uma vida tranquila, segundo os familiares, sem ligação com álcool ou drogas. O jovem foi morto na noite de segunda-feira alvejado por cinco tiros no tórax e cabeça. O crime aconteceu na frente da casa, minutos depois que a família se reunia para jantar.
A realidade vivida pela família de Santos contradiz a informação da Polícia Civil de que a maioria dos homicídios em Londrina tem ligação com a criminalidade. Assustado, o pai da vítima, Antônio Vieira dos Santos, 59, pensa em voltar para Uberlândia. ''Chamaram o nome dele na frente de casa e quando ele chegou lá, atiraram nele. Eu só escutei os tiros e quando saí lá fora ele já estava morto. Ele era um filho muito companheiro, religioso e trabalhador. Estou sentindo um vazio muito grande e uma vontade enorme de voltar para Minas. Lá também têm mortes, mas não assim, por nada. Quem matou meu filho só pode ter matado por inveja, por ele ser tão amigo com todo mundo'', comentou.
Ontem, menos de 24 horas após a morte de Santos outro homicídio. João Carlos da Silva, 42, foi baleado dentro da casa no Jardim Leonor (Zona Oeste) e morreu à tarde ao dar entrada no Hospital Universitário (HU). Segundo a Polícia Militar, Silva seria presidiário de São Paulo e havia sido beneficiado com o indulto de Natal para passar a data na casa da mãe e retornaria hoje para a prisão.

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