Brasília, 22 (AE) - Dois adolescentes, de 13 e 16 anos, e seu padrasto, Antônio de Pádua Cassiano, de 29 anos, espancaram o caseiro José João de Santana, de 61 anos, que teve falência múltipla de órgãos e morreu ontem (21) pela manhã, em Brasília. Depois de espancar o caseiro, os adolescentes colocaram tinta em seus ouvidos, boca, nariz e órgãos genitais.
O caseiro, embriagado, havia trocado insultos com a mãe dos garotos, na tarde de domingo. O crime foi domingo à noite, em uma chácara próxima ao Park Shopping, no Parque do Guará, mas a polícia só encontrou o corpo do caseiro na manhã de segunda-feira. Com dificuldades para respirar - tinha ficado cerca de 10 horas com a tinta na boca - o caseiro foi internado no Hospital Regional do Guará. O médico que atendeu Santana, Luiz Carlos Silveira, disse que em seus 20 anos de profissão nunca tinha visto crime tão brutal.
Santana morreu duas horas depois de internado, na manhã de segunda-feira. Havia hematomas e sinais de espancamento em sua cabeça e no corpo, mas o médico só viu tudo depois que começou a retirar a tinta do corpo do caseiro. A princípio, a equipe médica acreditava tratar-se de outra ocorrência da mesma linha dos cinco jovens da classe média que jogaram combustível e atearam fogo ao corpo do índio Galdino Jesus dos Santos, há três anos. O s dois menores e Antônio de Pádua Cassiano foram detidos na segunda-feira. Antes mesmo de saber que o caseiro tinha morrido, revelaram ao delegado Luiz Andriano Guerra Pouso, da Delegacia do Cruzeiro, que tinham agredido José João de Santana e depois jogado tinta no corpo. Os três agressores moram em uma invasão próxima à chácara onde ocorreu o crime, no Parque do Guará.Os dois menores estão na Delegacia do Menor e do Adolescente e o adulto vai aguardar o julgamento preso. Será acusado de homicído qualificado e corrupção de menores.

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