Pequim - Pelo menos 39 mineradores permanecem presos em duas minas da China depois de dois acidentes ocorridos nos últimos dias, e as probabilidades de tirar os trabalhadores com vida são poucas.
Quarta-feira a explosão de gás metano em uma mina de Hunan (sul da China), deixou 18 trabalhadores presos. O outro acidente, do qual se teve notícia somente ontem, foi a inundação em um poço minerário do norte do país, que deixou 21 pessoas presas na exploração.
Os 21 mineradores foram surpreendidos por uma inundação de água e gás em 4 de maio em Yuncheng, localidade da província setentrional de Shanxi. Só dois dos homens conseguiram sair com seus próprios pés da mina, por isso o resto continua preso na instalação há 14 dias. Os donos da mina tentaram esconder o acidente da opinião pública. Isso se deveu, seguramente, ao fato de as tarefas de resgate terem começado com atraso – três dias depois da inundação – e a lentidão com a qual se desenvolvem torna praticamente impossível que algum dos mineradores continue vivo.
Aparentemente, a mina não conseguiu obter uma licença do governo local e operava ilegalmente, uma prática frequente em um país onde milhares de poços funcionam sem as adequadas medidas de segurança e os acidentes com mortes são quase diários, embora os meios de comunicação nem sempre informem.
O governo chinês ordenou no ano passado o fechamento de mais de 12.000 explorações minerárias de pequeno tamanho, mas muitas continuam funcionando e em 2001 as cifras de falecidos em acidentes nas minas continuaram sendo dramáticas (5.600).
Só em abril deste ano já aconteceram 329 mortes nas minas do país, de acordo com as cifras oficiais.

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