Dois a cada dez já foram vítimas de crimes na vida
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sexta-feira, 06 de dezembro de 2013
Marian Trigueiros<br>Reportagem Local 
Londrina - Você já foi vítima de algum desses crimes em sua vida: agressão, ameaça, discriminação, furto de objetos, fraude, acidente de trânsito, roubo de objeto, furto de carro, ofensa sexual, furto de moto, roubo de carro, roubo de moto ou sequestro relâmpago? E nos últimos 12 meses? Dados inéditos da Pesquisa Nacional de Vitimização revelaram que três em cada dez brasileiros (32,6% dos entrevistados) já sofreram algum tipo de crime ou ofensa da lista ao longo da vida e dois em cada dez (21% dos entrevistados) foram vítimas dessas situações ao menos uma vez no ano anterior ao levantamento.
O estudo foi realizado pela Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça (Senasp/MJ), em parceria com o Centro de Estudos de Criminalidade e Segurança Pública (Crisp) e Instituto Datafolha, com 78 mil entrevistados em 346 municípios com mais de 15 mil habitantes, no período de junho de 2010 a maio de 2011 e junho de 2012 a outubro de 2012. O Paraná está na 25ª colocação, com 17,4% de incidência de vítimas. Quando listadas as capitais, Curitiba está na décima colocação, com 25,4%.
Entre os crimes mais sofridos estão as agressões e ameaças, com 14,3% dos entrevistados tendo passado por situações do tipo. Em seguida, aparecem relatos de discriminação (10,7%), furtos de objetos (9,8%) e fraudes (9,2%). Depois vêm os acidentes de trânsito (4,2%), roubo de objeto (3,6%), furto de carro (1,0%), ofensa sexual (0,8%), furto de moto (0,4%), roubo de carro (0,4%), roubo de moto (0,2%) e sequestro relâmpago (0,1%). As pessoas puderam responder a mais de um tipo de crime da lista.
Para Regina Miki, secretária da Senasp, os dados oportunizam o desenvolvimento de melhores políticas públicas. "Os índices nos mostram tamanha heterogeneidade do tipo de crime e registros no País. Nos possibilita ainda ter subsídios para fortalecer não só tecnicamente as polícias, mas o contato e a confiança com a sociedade. Além disso, como melhorar o fluxo das informações da polícia com o Judiciário."
Já o coordenador do Crisp e professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Claudio Beato, afirma que a pesquisa traz dados mais confiantes de como a população reage nessas situações. "Os recortes por regiões poderão ser utilizados para os planejamentos operacionais de cada Estado, ou ainda, para grupos específicos" , disse.
Prevenção
Na época de Natal, as polícias aumentam a quantidade de rondas em locais de maior aglomeração, sobretudo no comércio. Mesmo assim, grande parte da população não sente-se segura. Gerente de uma loja de objetos de decoração e bijuterias, Luis Carlos dos Santos Pacheco relata que os vendedores são orientados a ficarem atentos. "Temos 30 câmeras de vigilância espalhadas pelo estabelecimento, mas, ainda assim, algumas pessoas não se intimidam."



