Doenças que poderiam ser prevenidas mataram 43 mil crianças no Brasil em 9916/Mar, 20:20 Por Carolina Brígido, especial para a AE Brasília, 16 (AE) - Desnutrição, diarréia, malária e infecções respiratórias - todas passíveis de prevenção - mataram 43 mil crianças brasileiras com menos de 5 anos no ano passado. O número representa 23% do total de mortes infantis - considerado ainda muito alto pelo ministro da Saúde, José Serra. Segundo estimativas do ministério, entre cada mil crianças de até 5 anos 46 morrem todo ano, conferindo ao Brasil a pior taxa de mortalidade das Américas. Os dados foram divulgados hoje, quando Serra anunciou a adesão do Brasil ao Programa Criança Saudável, da Organização Mundial de Saúde (OMS). Com isso, o País passa a integrar o programa desenvolvido, em nome da OMS, pela Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). A iniciativa, adotada no continente americano, é para reduzir a mortalidade infantil. Serra lembrou que o Brasil já combate a mortalidade infantil com programas como os de vacinação, de aleitamento e o Saúde da Família. De acordo com ele, essas ações salvaram 60 mil vidas entre 94 e 99. Mas admitiu que há muito a ser feito. "Embora tenhamos reduzido em 95% as mortes, o índice ainda é alto." "A principal causa da queda da mortalidade infantil tem sido precisamente a redução dessas doenças evitáveis", disse Serra. Segundo ele, o maior desafio é continuar reduzindo esse número e conseguir que o País invista mais em saneamento. "Isso está fora da área da saúde, mas é crucial no caso da mortalidade infantil." Ele explica que diarréia, por exemplo, envolve não apenas hábitos familiares, mas também condições de higiene, boa água e esgotos decentes para todas as casas.

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