Doenças mentais representam 29% dos pedidos de licença de docentes
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sexta-feira, 13 de dezembro de 2013
Rodrigo Batista e Rubens Chueire Jr.<br>Reportagem Local 
Curitiba Problemas mentais e comportamentais são a principal causa de afastamentos de professores da rede estadual de ensino. Falta de motivação, dificuldades para desenvolver os trabalhos e violência são alguns dos motivos que levam os docentes a passar por perícia médica para ficarem temporariamente fora da sala de aula.
De acordo com o Relatório Estatístico de Doenças da Secretaria Estadual de Administração e Previdência (Seap), no primeiro semestre deste ano foram concedidos 4.045 pedidos de afastamento de professores com transtornos mentais e comportamentais. Isso representa 29% do total de 13.874 pedidos concedidos.
A porcentagem é praticamente a mesma registrada em todo o ano passado. Em 2012, 30% dos afastamentos de professores foram referentes a este tipo de problema: 9.550 entre 31.328 requisições em todo o ano passado.
Para a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP-Sindicato), Marlei Fernandes, os números não são novidade. Ela acredita que a falta de estrutura em sala de aula, aliada à violência e às baixas perspectivas na carreira, tendem a agravar o quadro de adoecimento dos professores.
Outro problema apontado pelo APP-Sindicato é a falta de atendimento adequado no Sistema de Assistência à Saúde (SAS), do governo do Estado. Para Marlei Fernandes, os "problemas tendem a aumentar se não há um bom atendimento médico para os casos em que professores precisam de acompanhamento psicológico e psiquiátrico". "Se não mudar a atual situação de falta de atendimento à saúde, esses números (de professores afastados por doenças psicológicas) podem aumentar", completou.
Seed
Graziele Andreola, chefe do grupo de recursos humanos setorial da Secretaria Estadual de Educação (Seed), informa que, em grande parte dos casos, o número de licenças médicas concedidas se refere a um mesmo docente que ficou afastado por diversos meses durante o ano, ou mesmo no caso de um professor que tirou licença por alguns dias em mais de uma oportunidade. "Cada caso tem a sua particularidade e, consequentemente, a licença será maior por causa de determinado tratamento de saúde. O tempo de afastamento varia muito. Pode ser de três, quatro dias, ou em outros casos, se estender por um ou mais meses. E sempre dependemos do atestado que é emitido pelo médico perito", informa.
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