Agência Estado
De Brasília
O diretor da Divisão de Vacinas e Imunização da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) em Washington, Ciro de Quadros, alertou ontem para o risco de o Brasil ‘‘importar’’ doenças já erradicadas em território nacional, como a paralisia infantil.‘‘Já que existe poliomielite em outras partes do mundo, temos de continuar mantendo um alto nível de vigilância para evitar que venham casos de outros continentes’’, disse Quadros, durante cerimônia de comemoração dos dez anos sem paralisia infantil no Brasil, que teve a presença do ministro da Saúde, José Serra, e um grupo de ex-ministros.
De acordo com Quadros, as Américas do Norte, Central e do Sul já erradicaram a doença, o que deverá ocorrer em todo o mundo até 2005. ‘‘Quando isso ocorrer todos os países do mundo poderão interromper a vacinação’’, disse Quadros. No sábado, o Brasil faz a segunda etapa da vacinação contra a poliomielite, que deverá atingir 16 milhões de crianças.
Audição Quase 3 milhões de crianças matriculadas na 1ª série do ensino fundamental (antigo 1º grau) da rede pública vão passar por exames de audição em sala de aula até o fim do ano. O governo estima que, nesse grupo, cerca de 300 mil alunos têm problemas auditivos e necessitam atendimento médico.
Os testes começam neste mês e fazem parte da campanha Quem Ouve Bem Aprende Melhor, lançada ontem pelos Ministérios da Saúde e da Educação (MEC) e pela Sociedade Brasileira de Otologia. Deverão ser beneficiados 2.850.000 estudantes, todos matriculados em 37 mil escolas de cidades com mais de 50 mil habitantes.

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