Brasília- As doenças do aparelho circulatório foram responsáveis por 31,9% das mortes registradas no Brasil em 2001. Elas constituem a principal causa de óbitos no País. É assim há 20 anos, mas, de acordo com a Secretaria de Vigilância em Saúde, o Brasil começa a registrar uma tendência de queda do risco de morte por essas doenças. Epidemiologistas atribuem essa mudança ao controle de comportamento de risco, como o tabagismo. E também ao atendimento prestado nos serviços de saúde.
O especialista em hipertensão Décio Mion, no entanto, considera esses índices ainda muito altos. Em 2001, foram 263 mil mortes provocadas por doenças do aparelho circulatório. Em segundo lugar vêm as neoplasias, que provocaram 125,2 mil mortes, o correspondente a 15,2% do total.
Mion observa ainda que fatores de risco para doenças cardiovasculares, como o sedentarismo e a obesidade, ainda estão muito presentes em nossa sociedade. ''É uma reação em cadeia'', afirma. Obesos, sedentários têm maior risco de desenvolver diabetes e hipertensão. As duas doenças, quando não controladas, são fatores preponderantes para o aparecimento de problemas circulatórios.
Não fumar, controlar o peso, ter uma atividade física são regras que têm de ser seguidas tanto para quem quer evitar as doenças como para quem já as desenvolveu e tem de controlá-las. (L.F.)

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