Doenças da PELE se agravam no INVERNO
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domingo, 17 de junho de 2007
Maigue Gueths<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Inverno não é só sinônimo de gripes, resfriados e dor de garganta. A queda do sistema imunológico, o ressecamento natural da pele por causa do frio e até a pouca exposição ao sol podem resultar no aparecimento de algumas doenças da pele ou, ainda, no agravamento de problemas dermatológicos já existentes.
Segundo o dermatologista Sérgio Tarlet, isso ocorre porque, com a redução das defesas do organismo, pacientes portadores de processos infecciosos ou herpéticos ficam mais suscetíveis para o desenvolvimento de doenças. Uma das enfermidades que ganha espaço no inverno é o herpes, doença provocada pelo vírus da varicela, que fica encubado em um músculo do corpo e se manifesta quando há uma queda na resistência imunológica da pessoa. Apesar de 90% da população ter tido contato com o vírus, só 40% dos infectados desenvolve o herpes.
A doença pode aparecer em suas duas formas: herpes simples, o mais comum, que não tem cura e aparece de vez em quando; como do herpes zoster, que só ataca uma vez e imuniza a pessoa. Nessa época, o herpes comum encontra mais facilidade para parecer em volta dos lábios, que se encontra ressecado e com menor defesa.
O ressecamento da pele pelo frio também pode resultar no aparecimento de lesões na pele, conhecidas como eczemas de contato. ''Com a idade, a pele vai ressecando, o corpo vai eliminando os pelos da perna, por exemplo. No inverno, as pessoas também usam roupas mais quentes, de lã, e pode aperecer algum tipo de sensibilização da pele, principalmente nas pernas e braços'', explica o médico.
A dermatite de contato aparece em forma de plaquinhas vermelhas, que coçam e formam bolhas de água no local. Ao coçar, a pessoa pode provocar ferimentos superficiais. Na fase aguda do eczema, o tratamento é feito com medicação oral para sedar a coceira e cremes corticóides. Assim que as lesões melhoram, o tratamento é feito apenas com o uso de sabonete e creme hidratante e nutritivo.
Outras doenças de pele, segundo Tarlet, não estão diretamente ligadas às baixas temperaturas do inverno, mas podem ter maior incidência nessa época. É o caso da dermatite atópica. Quem tem ''atopia'', que é o agente principal desse tipo de dermatite, explica Tarlet, nasce com predisposição para ter alergias, que podem ser na pele, ou na forma de rinite e asma. ''No inverno, as alergias respiratórias pioram, e por causa do ressecamento da pele e queda da imunidade, é comum piorar também a alergia de pele'', diz.
A dermatite atópica ocorre principalmente nas pregas do cotovelo e joelho e no rosto, causada normalmente por algum alimento, inalante (poeira, ácaro), lã, pólen de flores, entre outros.
Outro problema é a dermatite seborréica, que é causada pelo aumento de oleosidade na pele, principalmente no couro cabeludo. Caspa, coceira no couro cabeludo, descamação nos supercílios, ouvidos ou nos cantos do nariz são alguns de seus sintomas.
Já a pouca exposição do corpo ao sol pode agravar a psoríase, uma doença de pele frequente, de causa desconhecida e comum em pessoas da mesma família. ''A psoríase melhora com a irradiação solar, então ela normalmente melhora no verão'', diz.


