Doença surgiu após acidente
Anos depois de um acidente de trânsito, Jucineide Tomé de Oliveira Carvalho, de 50 anos, descobriu que tinha fibromialgia.
No acidente, que ocorreu há 12 anos, ela fraturou a bacia e a coluna, e durante muito tempo precisou fazer fisioterapia. Mas o que ela não imaginava é que cinco anos depois começariam dores fortes por todo o corpo. E o pior, dores que não passavam.
Diagnosticada a fibromialgia, ela lembra que teve dificuldade para aceitar a doença. Tive minha fase de depressão e até aceitar isso foi difícil, mas o que me ajudou muito foi a religião (católica). Quando você tem dor, não consegue ver a beleza de nada, mas depois que assumi minha religiosidade e me apeguei a Deus, começo o dia agradecendo, afirma.
Hoje, ela faz fisioterapia, hidroterapia, caminhadas, e também já fez psicoterapia. Descobri que não posso ficar sem fazer atividades físicas, por isso toda manhã faço minha caminhada. Quando estou em crise, fico nervosa, mas a gente aprende a conviver com isso, senão entra em parafuso.
Segundo o fisioterapeuta Ciro Renato Miranda Júnior, professor da Unifil, a fisioterapia ajuda o paciente com fibromialgia a ganhar mobilidade, a soltar a musculatura, mas principalmente a amenizar a dor. É uma doença que não tem cura, mas tem tratamento. E a fisioterapia ajuda a soltar os pontos de dor e a trabalhar com relaxamento, explica. Na clínica de fisioterapia da Unifil há atendimento para a comunidade e um grupo específico de fibromialgia (veja quadro). (C.P.)





