Doença será lembrada quarta-feira no mundo
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segunda-feira, 12 de novembro de 2001
Agência Estado<br>De São Paulo 
Na quarta-feira, 14 de novembro, será lembrado o Dia Mundial do Diabético, uma doença que atinge cerca de 5 milhões de brasileiros. O número de doentes é significativo, mas pode ser ainda maior, pois muitos portadores sequer sabem que têm a doença. Para quem deseja se informar mais sobre o assunto, aproveitando a data, a Internet apresenta novidades online.
A palavra ''diabete'' vem do grego, e significa ''sifão'' (um mecanismo que permite a circulação de água de um lado para outro). Já mellitus, é uma palavra proveniente do latim e significa ''adoçado com mel''. Quando o nível de açúcar (glicose) está alto no sangue, é filtrado pelos rins, e leva água consigo para fora do organismo. No passado, os médicos acreditavam na possibilidade de que os diabéticos perdiam açúcar pela urina até se ''esvaírem'', pois urinavam muito (poliúria), tinham sede (polidipsia) e fome (polifagia) fora do normal, e, ao mesmo tempo, perdiam peso. Problemas decorrentes em virtude da falta parcial ou total da produção de insulina pelo pâncreas, o que resulta em hiperglicemia (aumento de glicose no sangue) e como consequência glicosúria (glicose na urina).
Em todo o mundo, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), há cerca de 110 milhões de portadores da doença. E, até o ano de 2010, a previsão é de que este número possa dobrar. A maior parte dos casos é do tipo 2 (diabetes mellitos não dependente de insulina), verificada mais comumente após os 40 anos, especialmente em pessoas obesas); de 5% a 10%, são do tipo 1 (diabetes mellitos dependente de insulina), mais frequente na infância e na adolescência. Entretanto, também existe a diabete gestacional, somente verificada durante a gravidez; a secundária, relacionada a outras doenças e síndromes.
Entre os sintomas, destacam-se: muita sede, boca seca, urina em abundância (especialmente à noite), cansaço, visão turva, perda de peso, coceira nos órgãos genitais, fome excessiva, tontura, retardamento da cicatrização, coceiras e infeções na pele. Mas a diabete do tipo 2 pode não ser percebida até que haja uma complicação mais séria, como enfarte ou derrame. Mas, enquanto isso não ocorre, a doença pode ir afetando o coração, os vasos sanguíneos, os nervos, os rins e outros órgãos.


