A sífilis é causada pela bactéria Treponema pallidum, transmitida por meio de relações sexuais sem preservativo. A doença é dividida em três estágios. Na sífilis primária, pode surgir uma lesão na região genital, ânus, boca ou outro local da pele. Essa ferida única costuma se manifestar entre dez e 90 dias após o contágio e não causa dor, ardência nem coceira e também não apresenta secreção. O segundo estágio da sífilis, entre o quarto mês e o primeiro ano após o contágio, podem surgir feridas na palma das mãos, na sola dos pés, queda de cabelo e perda de pelos do corpo, mas os sintomas nem sempre são atribuídos à doença, sendo muitas vezes confundidos com alergias, dificultando o diagnóstico correto.

Após essa fase, vem o período de latência da doença, que só volta a se manifestar décadas mais tarde, na sífilis terciária, quando aparecem os sintomas mais graves, como lesões cutâneas e problemas ósseos, cardiovasculares e neurológicos, podendo até causar a morte do paciente. No caso da sífilis congênita, os bebês podem nascer prematuros, com má-formação, problemas de visão e até vir a óbito.

A doença é diagnosticada pelo teste rápido, disponível nas unidades básicas de saúde e, em Londrina, no Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA), na Alameda Manoel Ribas, 1 (centro), e o tratamento é feito com benzetacil, oferecido gratuitamente na rede pública de saúde. Desde a adoção do novo protocolo pelo município, a dosagem é única para todos os pacientes, dividida em três aplicações, ministradas uma a cada semana.

Não há vacina contra a sífilis. A prevenção só pode ser feita com o uso de preservativo masculino ou feminino durante as relações sexuais.(S.S.)

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