As autoridades de Japeri, município da Baixada Fluminense, estudam a possibilidade de fazer um isolamento sanitário nos bairros de São Sebastião e Tricampeão, onde um microorganismo ainda não identificado já causou a morte de sete pessoas e deixou outras 43 gravemente doentes. Amostras do sangue dos enfermos foram enviadas ao Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), em Atlanta, nos Estados Unidos, para ser feito diagnóstico preciso.
‘‘Dependendo do resultado, vamos isolar a área’’, afirmou, ontem, o prefeito da cidade, Luiz Barcelos de Vasconcelos (PMDB). ‘‘Minha preocupação é que a doença se alastre e a situação fique incontrolável. Se isso acontecer, só mesmo rezando.’’
A Fundação Nacional de Saúde (Funasa), que está coordenando os esforços para diagnosticar a doença, trabalha com as hipóteses que seja um hantavírus, um arbovírus, um arenavírus, a bactéria ricktesia, um tipo incomum de leptospirose ou, até mesmo, um vírus desconhecido. ‘‘Apenas 10% dos vírus são conhecidos’’, lembrou o superintendente estadual de Saúde, Oscar Berro.
Os sete mortos pela doença desconhecida apresentaram os mesmos sintomas: dores musculares, dor de cabeça, febre, icterícia, diarréia e hemorragia. A maioria das mortes ocorreu menos de cinco dias depois do aparecimento dos primeiros sintomas.
A Secretaria de Saúde de Japeri está mantendo um programa de desratização da área e aconselhando os moradores a evitar contato com o rio que corre no local e é muito poluído.

mockup