Doença era considerada medieval e pouco conhecida
Tida como uma típica doença medieval, até algumas décadas atrás a cólera era conhecida apenas pela classe médica e pelos professores e estudantes de medicina e história geral. Mas quando dizimou mais de 19 mil refugiados do Zaire, passou a ser manchete dos jornais e revistas. O ano era o de 1994 e os refugiados hutus tentavam escapar da guerra étnica contra a tribo dos tutsis. No caminho encontraram a doença que, com violência e rapidez, agiu num prazo de apenas oito dias.
No Brasil, mesmo bem menores, os números também deixaram sua marca, numa progressão alarmante. Em 1991, de 2.103 casos, 33 pessoas morreram. Esse número aumentou em quase 20 vezes, num prazo de apenas três anos, quando 650 pessoas morreram. No período foram registrados 60.044 casos em todo o País, que acabou alcançando o posto de 1º colocado em número de casos em todo o mundo. (J.A.)





