Os tumores cancerígenos na próstata são a segunda causa de morte por câncer em homens no Brasil. É superado somente pelos casos de câncer de pulmão. Em média, são registrados 30 mil novos casos por mês, que levam à morte 25% desses pacientes. A incidência da doença aumenta após a idade de 50 anos, mas pode se manifestar desde os 40. Os especialistas destacam a importância do exame preventivo para detecção precoce do câncer, o que pode significar chance de cura de até 80%.
Indivíduos cujo pai ou irmão apresenta o câncer de próstata antes dos 60 anos têm um risco maior ( de 3 a 10 vezes) de desenvolver a doença. Não está claro ainda se esses números refletem um componente hereditário da doença ou hábitos alimentares e estilos de vida comuns a algumas famílias. A influência que a dieta pode exercer sobre a gênese do câncer de próstata ainda é incerta.
A próstata é uma glândula do sistema reprodutor masculino, responsável pela produção e armazenamento do fluido seminal, que nutre os espermatozóides no sêmen. Os principais sintomas do câncer de próstata estão relacionados ao crescimento da glândula, que causa dificuldade para urinar, com retenção da urina.
O diagnóstico do câncer de próstata é sugerido pelo exame digital da próstata (toque retal), ultrassom e dosagens de marcadores no sangue, o PSA, sigla em inglês para Antígeno Prostático Específico. A confirmação é feita através de biópsia da próstata, frequentemente orientada por ultrassonografia.
Nos Estados Unidos, cerca de 50% dos pacientes com tumor de próstata não recebem tratamento quimioterápico. Nestes casos, são usadas diversas linhas de hormonoterapia. Especialistas calculam que o índice no Brasil deve ser ainda maior.

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