Doença deixa seqüelas graves e incapacitantes
Em 30% dos casos a doença evolui para óbito. Entre os pacientes que sobrevivem, 70% não retornam ao trabalho, 50% morrem no primeiro ano após o AVC, 30% necessitam de auxílio para caminhar, 20% ficam com sequelas graves e incapacitantes. ''Os efeitos de um AVC muitas vezes são permanentes porque as células cerebrais mortas não podem ser repostas'', explica o coordenador do setor de neurologia vascular da Universidade Federal de São Paulo (Ufesp), Ayrton Massaro.
As pessoas com maior risco são os portadores de hipertensão arterial, diabetes, colesterol alto, fumantes, sedentários e estressados. ''Essas pessoas podem prevenir o AVC com o controle e tratamento constante dessas doenças'', diz Viviane.
Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) mostram que todo ano 15 milhões de pessoas têm derrame, no mundo todo. Dessas, cinco milhões morrem e cinco milhões sofrem danos duradouros. No Brasil, o AVC é a segunda causa de morte e a principal causa de incapacitação física e mental. A maioria, segundo a médica, fica com os movimentos restringidos à metade do corpo.
Ela alerta, ainda, para o drama social da doença. ''O AVC vai além do caos individual. Se a pessoa é provedora da casa, por exemplo, tem que parar de trabalhar. Junto, outro membro da família também acaba tendo que permanecer em casa para cuidar do doente. A doença limita a família toda'', diz. Ao contrário do que muitos imaginam, o derrame não ocorre só em idosos. No HC, 25% dos pacientes possuem menos de 50 anos. (M.G.)





