Paulo WolfgangPrevenir......é o melhor remédio. Mitsuaki foi uma das 154 pessoas que tomaram vacinaNão é possível fazer alguma coisa, se você já está com sarampo, mas pode evitar que outras pessoas adoençam
Segunda-feira, 26 de janeiro, a notícia espalhou-se rapidamente, como uma epidemia, nos computadores da Redação: um colega jornalista estava com sarampo, talvez rubéola. Todo mundo precisava vacinar-se. Logo chegava a recomendação ‘‘oficial’’ do RH: VACINEM-SE! Começou a correria ao Setor de Doenças Infecto-Contagiosas do Distrito Sanitário. Quem não precisava (porque já tivera essas doenças) mais da vacina MMR (contra sarampo, caxumba e rubéola), por que não aproveitar a viagem e se vacinar contra tétano? E tome vacina, no braço e/ou no bum-bum.
O colega tinha sarampo, já saiu do hospital. Como ele ‘‘pegou’’ sarampo? Esta é uma doença causada por vírus, que chega pelo ar (contato aéreo) ou em perdigotos (salpico de saliva quando uma pessoa fala; não confundir com filhote de perdiz). É uma doença considerada própria da infância, mas que acomete também adultos. Catarro e o aparecimento de pequenos pontos vermelhos na pele, por todo o corpo, são os sintomas iniciais do sarampo, acompanhados de febre. São frequentes as infecções no ouvido médio e nos pulmões (pneumonia). Pode ainda causar encefalite viral. Deve-se evitar contato direto com pessoas portadoras de sarampo. Trata-se em geral com antibióticos, mas é possível evitar. Se você já teve sarampo, esqueça; não terá mais. Se não teve, vacine-se. Dos cerca de 420 funcionários da Folha, 154 foram imunizados.

Paulo WolfgangVanessa (Rádio Folha) também submeteu-se à vacinação subcutânea contra sarampo, rubéola e caxumbaA Doutora Marisa Galimbertti, médica da Divisão de Epidemiologia da Secretaria Municipal de Saúde de Londrina, disse à Folha da Folha que tanto o sarampo quanto a rubéola são transmitidos da mesma forma: através de secreções respiratórias, que se multiplicam na garganta, que as elimina e assim difunde o vírus causador da doença. Gotículas expelidas da garganta, por exemplo, ficam em suspensão e a pessoa que estava com o vírus transmite diretamente para outra que entrou em contato com esse material suspenso. É o que se chama de transmissão direta de pessoa para pessoa, pela proximidade. Daí os locais fechados, com muitas pessoas, serem ambientes mais favoráveis à contaminação.
O período de transmissibilidade começa alguns dias (três ou quatro) antes da pessoa atingida sentir os sintomas da doença. E o bloqueio funciona melhor quanto mais cedo for descoberta a doença. Como não se sabe, antes do aparecimento dos sintomas, quem foi infetado, num bloqueio são vacinadas todas as pessoas que tiveram algum contato com o doente ou que frequentavam o mesmo ambiente fechado (caso da Redação). Foi o que aconteceu.
MortalidadeEm 1997 em Londrina não havia notícia de sarampo há dois anos. A médica Marisa Galimbertti esclarece qeu a doença é mais grave nas crianças. Quanto mais nova a criança, mais perigoso é o sarampo. Tanto que não se tem registro de morte de adultos em Londrina, pelo sarampo.
O único meio de prevenção é a vacina de rotina. Rotineiramente ela limita-se a crianças, mas quando há suspeitas de casos, estende-se aos adultos. Fora isto recomenda-se para crianças, principalmente no inverno, que evitem lugares com muita gente e/ou fechados. Durante tempos foi utilizada a vacina apenas para sarampo, depois passou a ser aplicada a MVR (contra sarampo, rubéola e caxumba). Até agosto de 97 vacinava-se aos 9 meses e se aplicava a tríplice quando a criança completasse um ano e meio de idade. Com a volta dos casos, no ano passado, mudou-se o sistema de imunização: agora vacina-se aos seis meses, repete-se aos 9 meses e aos 15 meses de idade. A criança está garantida.
Prevenção e tratamentoA Imunização Ativa é um dos procedimentos médicos que melhor relação custo/benefício apresentam. Em geral tem grande eficácia na prevenção de doença, com redução de morbidade e mortalidade. Como na população pediátrica, esse benefício é também observado na população adulta, principalmente naqueles de maior risco.
Se a pessoa já mostra ou sente os sintomas do sarampo, pode apenas tratar esses sintomas, com remédios específicos, por exemplo, contra febre e infecções. Contra o sarmapo em si, nada a fazer, além de repouso e evitar contatos com outras pessoas, para não disseminar a doença.
As principais recomendações de vacinas são as seguintes: 1- Vacina antipneumocóccica - População alvo - Adultos com doenças cardiovasculares, pulmonares ou renais crônicas; estados de imunodeficiência como, por exemplo, cirrose hepática, alcoolismo, diabetes, infecção pelo HIV, disfunção esplênica anatômica ou funcional, mieloma múltiplo, doença de Hodgkin, leucemia, etc; Adultos sadios com mais de 65 anos de idade; pacientes com fístula liquórica.
2-Vacina anti-influenza (antigripal) - População Alvo - adultos com doenças cardiovasculares, pulmonares ou renais crônicas; estados de imunodeficiência (ver item 1); adultos sadios com mais de 65 anos; pessoas com exposição ou que prestem cuidados a pacientes de risco.
3 - Vacina dntidiftérica e anti-tetânica (dT) - População Alvo - todos os adultos que receberam ou não o esquema vacinal inicial, com reforço a cada 10 anos.
4 -Vacina anti-hepatite B - População Alvo - pacientes de hemodiálise; recipientes de produtos sanguíneos; homossexuais ou heterossexuais com múltiplos parceiros; contato sexual ou domiciliar de portadores crônicos de HBsAg; trabalhadores de área de saúde com exposição à sangue ou outros fluídos corporais.
5 - Vacina anti-hepatite A -População Alvo - homossexuais; usuários de drogas ilícitas; pessoas com doença hepática crônica.
6 -Vacina MMR (anti-sarampo, caxumba e rubéola) - População Alvo - pessoas nascidas após 1957, sem história de vacinação prévia ou de doença clínica evidente.
7 -Vacina anti-varicela - População Alvo - indivíduos sem história de doença ou vacinação prévias pertencentes aos seguintes grupos: a - trabalhadores de área de saúde; b - contactantes de pessoas imunodeficientes; c - pessoas que convivem em ambientes de risco elevado, como escolas e creches. d - mulheres não grávidas em idade fértil.

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