Controle da pressão arterial, das taxas de colesterol, abandono do fumo, atividades físicas frequentes, dieta balanceada e um estilo de vida saudável são ítens de uma receita que, se, seguida a risca diminuíria significamente o percentual de pessoas acometidas por diabetes no mundo e teve seu dia comemorado ontem em vários países
No Brasil, de acordo com o Vigitel 2007 (Sistema de Monitoramento de fatores de risco e proteção para doenças crônicas não transmissíveis), a ocorrência média de diabetes na população adulta (acima dos 18 anos) é de 5,2% A prevalência aumenta com a idade e 18,6% das pessoas com mais de 65 anos também sofrem com a doença
O diabetes, de acordo com a Federação Internacional de Diabetes (IDF),é uma das doenças crônicas mais comuns também na infância, acometendo 3% de crianças na fase pré-escolar com o diabetes tipo 1 O diabetes tipo 2, antes tido como uma doença de adulto, vem crescendo em taxas alarmantes em crianças e adolescentes ''Como consequência da epidemia mundial de sedentarismo, da obesidade e de maus hábitos alimentares Soma-se a esses fatores, os diagnósticos tardios e inadequados que trazem graves consequências para as crianças'', explica o endocrinologista Leandro Diehl, de Londrina
Para ele, quanto mais cedo aparece a obesidade infantil, mais cedo aparece o diabetes E um dos indícios de que a pessoa poderá desenvolver a doença é o quadro de pré-diabetes, caracterizado pelo alto nível de açúcar no sangue, conhecido por hiperinsulinismo e que está relacionado com péssimos hábitos de qualidade de vida, leia-se sedentarismo e alimentação inadequada '' Uma pessoa com esse quadro se não se cuidar será um diabético tipo 2 em potencial em muito pouco tempo'', alerta
Diehl atrela o problemas a faltas de políticas públicas e ao estilo de vida sedentário que a população tem vivido ultimamente ''É um problema crônico de saúde pública Uma epidemia que ainda nem tem políticas para combatê-la'', afirma (Kalinka Amorim/Reportagem Local)

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