Ainda que a incidência da tuberculose tenha registrado uma leve queda nos últimos anos, ainda representa uma doença de perigo que ataca todo os países pobres, advertiu a Organização Pan-americana da Saúde (OPS). No sábado passado, Dia Mundial da Luta contra a Tuberculose, a OPS fez um apelo aos governos para fixar como prioridade a aplicação de uma estratégia que impulsiona na região para reforçar a luta contra o mal, assegurando o acesso aos serviços de saúde e a equidade da atenção a toda a população, de forma gratuita.
De acordo com o mais recente informe da OPS, em 1999 foram reportados um total de 238.082 novos casos de tuberculose na América, e 251.613 em 1998, semelhante ao registrado nos últimos anos, para uma média de 250.000 a cada ano na década de 1990 a 2000.
No entanto, a OPS adverte que existe um grave sub-registro pois uma boa parte dos doentes não são diagnosticados, o que traz o risco de se contagiar e morrer sem tratamento. Segundo as estimativas, o número de novos casos se elevaria a 400.000 por ano se esse sub-registro for levado em conta.
Oito países da região com maior incidência da tuberculose representam 75% dos casos totais e são Brasil, Bolívia, Equador, Haiti, Honduras, México, Peru e República Dominicana. 33% dos novos casos correspondeu ao Brasil e 18% ao Peru.
A OPS definiu como uma meta para o controle da tuberculose tratar com sucesso pelo menos 85% dos casos para o ano 2005 -inicialmente a meta era o ano 2000-, aplicando uma estratégia de saúde pública eficiente chamada de Tratamento Diretamente Observado de Curta duração (DOTS, por suas siglas em inglés). (France Presse)

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