Doença caminha para heteros- sexualização, alerta coordenador
O coordenador nacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) e Aids, Pedro Chequer, disse ontem, em Brasília, que a expansão da doença na região Sul deve ser atribuída principalmente ao aumento do contágio por relações heterossexuais e uso de drogas injetáveis.
Nos dois últimos anos, a notificação de casos de Aids em heterossexuais (32,5%) ultrapassou o registro da doença em homossexuais (24,1%), segundo a coordenação nacional.
A doença caminha para um processo de heterossexualização, disse Pedro Chequer. A fidelidade conjugal e a parceria sexual única não são eficazes na prevenção se há consumo de drogas injetáveis.
Segundo Pedro Chequer, a investigação dos casos de câncer ginecológico permitirá o tratamento mais cedo, com coquetéis de drogas, das mulheres que foram afetadas pelo vírus da Aids.
Também serão notificados os portadores do vírus que apresentarem baixa resistência (células de defesa abaixo de 350 ml de sangue), embora ainda não tenham manifestado a doença.
Até junho, estados e prefeituras interessadas em participar do programa Aids 2 devem prestar contas dos recursos liberados em 97 e este ano para prevenção e tratamento da doença.





