Curitiba - A jornalista Melissa Bergonsi sabe o quanto é difícil lidar com o doença. Seu avô, Jorge Soares, 79 anos, começou a ter os sintomas em meados de 2005. Para ela, o avanço da doença foi muito rápido. No início deste ano, a perda de memória e os transtornos de humor e de comportamento começaram a ficar mais frequentes.
''Eu digo sempre que é a doença da família, pois quem sofre mais são os que estão próximos'', comenta. Ela lembra da avó que já teve problemas de pressão e está abalada com a ''perda do companheiro''. Melissa já presenciou situações em que a avó era uma completa desconhecida para ele. A família optou por contratar uma enfermeira para acompanhar o tratamento.
Melissa concorda que a dificuldade maior é identificar as atitudes que podem indicar a doença e, depois, em como reagir aos lapsos de memória e alterações de comportamento. A falta de informação é outro agravante. ''Acho que as pessoas não acreditam muito que isso possa acontecer com elas'', conclui.(A.L.)

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