São Paulo, 25 (AE) - O delegado Romeu Tuma Júnior confirmou, hoje à tarde, que documentos apreendidos pela manhã em um depósito na região central da capital paulista comprovam o pagamento efetivo de propinas semanais a funcionários da Administração Regional da Sé. Segundo ele, cópias de cheques e agendas atestam o envolvimento de funcionários com esquema das propinas, investigado pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Máfia dos Fiscais, na Câmara Municipal.
"A diligência desta manhã coroou de êxito nosso trabalho na Sé", afirmou Tuma Júnior minutos antes de tomar o depoimento do camelô Nelson Augostatili, conhecido como Nelson do "Dog" pelo seu controle de barracas que vendiam sanduíches e pastéis no centro da cidade. Desde a manhã Augostatili está no Instituto de Criminalística (IC) para depor, como forma de garantir sua segurança pessoal.
Num depósito de propriedade de Augostatili, localizado à Rua Santo Amaro 367, integrantes da CPI e da polícia apreenderam
hoje, documentos que comprovam a ligação de funcionários da regional da Sé com o pagamento de propinas. A existência do depósito foi revelado por uma testemunha ouvida na noite de ontem (24) por Tuma Jr. Policiais foram deslocados para o local para evitar a retirada de documentos até a obtenção do mandato de busca que garantiu a apreensão dos papéis no depósito. "São provas efetivas desses pagamentos" disse Tuma, explicando que até então havia apenas provas testemunhais da irregularidade.
De acordo com o delegado, Augostatili deve depor amanhã (26) na CPI da Máfia dos Fiscais. Segundo Tuma Jr., o camelô disse que fazia pagamentos semanais aos funcionários da regional. O delegado não quis revelar os nomes mencionados nos documentos apreendidos.

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