Documento informa que miséria aumentou em Buenos Aires
Buenos Aires, 09 (AE-ANSA) - A pobreza e indigência continuam aumentando em Buenos Aires e região, que totaliza 11,8 milhões de habitantes. É o que revela documento do Ministério da Economia divulgado na edição de hoje (09) do jornal Página/12. O estudo mostra que 25,9% dos habitantes da área, cerca de 3 milhões, vivem com salários inferiores a US$ 450, custo de uma cesta básica.
No entanto, quanto mais afastados da capital, aumenta o número de argentinos que vivem abaixo da linha de pobreza: 32,1%. O estudo os classifica como "linha de pobreza do primeiro cordão". No "segundo cordão" a margem aumenta: 39,1%. Na capital e entorno 6,9% das pessoas estão na linha de indigência: não consomem uma dieta de calorias mínimas por mês. Na periferia o número sobe para 8,8% e na Grande Buenos Aires 10,2%.
Para o jornal a tendência de queda da miséria foi interrompida. "Pobreza e indigência se mantêm em níveis recordes desde a recessão de 95, causada pela crise do México", escreve Página/12.
Os números do documento constam de uma pesquisa permanente de lares feita pelo Instituto Nacional de Estatística e Censo (Indec), preparada a pedido do Ministério da Economia. A pasta estimou o crescimento do PIB deste ano para 4,8%. Após a crise brasileira, iniciada em dezembro, a estimativa foi baixando para 2,5%.





