Documento deixa de fora piso de R$ 1 mil
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 13 de agosto de 1997
Foz do Iguaçu 
A proposta de estipular um piso salarial de R$ 1.000,00 para os policiais militares de todo o País, defendida pelo presidente do Conselho Nacional dos Comandantes da PM, o coronel Luiz Fernando de Lara, não obteve aprovação no encontro e ficou de fora da Carta de Foz do Iguaçu.
O item número 15 do documento afirma apenas que deverá ser observado um piso nacional mínimo condizente e digno. Achamos melhor não estipular valores, mas acredito que, com o Fundo Nacional de Segurança Pública, em dois anos será possível atingir o piso de R$ 1.000,00.
A Carta contempla duas outras reivindicações que têm o objetivo de melhorar o padrão de vida dos policiais e bombeiros militares: a criação de programas que facilitem a compra da casa própria e a adoção de planos de seguro de vida e acidentes pessoais.
O documento defende que as recentes greves de PMs foram consequência de uma política salarial inadequada e a ausência de condições mínimas de trabalho. Afirma também que essas manifestações não ocorreram por omissão, fraqueza ou conivência dos comandantes.(Valmir Denardin)


