A proposta de estipular um piso salarial de R$ 1.000,00 para os policiais militares de todo o País, defendida pelo presidente do Conselho Nacional dos Comandantes da PM, o coronel Luiz Fernando de Lara, não obteve aprovação no encontro e ficou de fora da Carta de Foz do Iguaçu.
O item número 15 do documento afirma apenas que deverá ser observado ‘‘um piso nacional mínimo condizente e digno’’. ‘‘Achamos melhor não estipular valores, mas acredito que, com o Fundo Nacional de Segurança Pública, em dois anos será possível atingir o piso de R$ 1.000,00’’.
A Carta contempla duas outras reivindicações que têm o objetivo de melhorar o padrão de vida dos policiais e bombeiros militares: a criação de programas que facilitem a compra da casa própria e a adoção de planos de seguro de vida e acidentes pessoais.
O documento defende que as recentes greves de PMs foram consequência de ‘‘uma política salarial inadequada e a ausência de condições mínimas de trabalho’’. Afirma também que essas manifestações não ocorreram por ‘‘omissão, fraqueza ou conivência dos comandantes.’’(Valmir Denardin)

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