Documento alerta para ataques do PCC no PR
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segunda-feira, 17 de julho de 2006
Luciana Pombo<br>Equipe da Folha 
Curitiba- Um documento reservado da Secretaria de Estado da Justiça e da Cidadania (Seju) alerta para o perigo de deslocamento de integrantes que estão em liberdade do Primeiro Comando da Capital (PCC) para as cidades de Foz do Iguaçu e Curitiba. Eles estariam planejando realizar uma série de ataques nos dois municípios e estariam fartamente armados. O documento, de caráter estritamente confidencial, tem quatro páginas e é datado do dia 26 de maio. Ele foi encaminhado para os serviços de inteligência da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), Polícia Civil (PC), Polícia Militar (PM) e Polícia Federal (PF).
No documento, assinado por Alison P. de Souza, existe a informação de que pelo menos cem integrantes do crime organizado já estariam sediados em Jardim Japira, zona norte de Foz do Iguaçu. O informe teria sido checado com duas fontes distintas de dentro da Penitenciária Central do Estado (PCE), em Piraquara, Região Metropolitana de Curitiba. As investigações indicariam que a intenção do grupo seria a de juntar 400 pessoas ligadas ao PCC (facção criminosa paulista) em cidades estratégicas. No estoque de armamentos do grupo, já estariam 200 granadas e escopetas calibre 12 milímetros.
Na lista de ataques do PCC, denominados de alvos primários, estariam a Delegacia de Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Receita Federal. Os locais teriam sido escolhidos por conta das operações de combate ao tráfico de armas e de drogas. Nos alvos secundários apareceriam a Penitenciária de Foz do Iguaçu, cadeias públicas, quartéis da PM e delegacias.
O documento foi protocolado sob o número 1447/2006. Ele teria sido encaminhada ao Comando Geral da PM. Entretanto, o comandante Nemésio Xavier de França negou ter conhecimento do teor do documento. ''Se ele existe, não temos conhecimento. Nem fomos nós do comando que alertamos os batalhões e serviços de inteligência sobre possível ação do PCC'', afirmou o coronel, em recente entrevista à Folha.


