Curitiba – O fim de semana dos professores da rede estadual, em greve há 27 dias, deve ser de mobilização. A APP-Sindicato, entidade representativa da categoria, planeja a realização de panfletagens em feiras e praças públicas, tanto na capital como no interior. Os docentes mantêm, ainda, a estratégia de "visitar" as casas dos deputados da base aliada ao governador Beto Richa (PSDB), como forma de pressioná-los a não votar a proposta que reajusta em 5% os salários do funcionalismo. O índice está abaixo da inflação dos últimos 12 meses, medida em 8,17% (IPCA).
Os servidores encerraram ontem a vigília que faziam em frente à sede da Secretaria da Fazenda (Sefa), em Curitiba, desde a última terça-feira. Eles seguiam acampados na calçada, mesmo após a Fomento Paraná, empresa de economia mista localizada no mesmo complexo, conseguir uma liminar no Tribunal de Justiça (TJ) que pedia a liberação do acesso aos funcionários. Conforme a secretária de finanças da APP, Marlei Fernandes, o despacho era válido apenas para os trabalhadores da autarquia.
A sindicalista também disse que o fim das atividades no prédio não se deu por pressão do Executivo. O ato foi marcado pela "lavagem" das escadarias da Sefa. "Somos contra a corrupção, contra esse secretário (Mauro Ricardo Costa) que veio ao Paraná cobrir o rombo dos quatro anos de má gestão do governador", afirmou. A Sefa informou, em nota, que a vigília comprometia os processos de pagamento do Estado, inclusive o da folha dos mais de 285 mil funcionários ativos, inativos e pensionistas.

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