Docentes paralisam atividades na UEL
Categoria interrompe aulas na terça (17) buscando reposição inflacionária; se aprovada, greve pode começar na próxima semana
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 16 de março de 2026
Categoria interrompe aulas na terça (17) buscando reposição inflacionária; se aprovada, greve pode começar na próxima semana

Professores da UEL (Universidade Estadual de Londrina) paralisam as suas atividades nesta terça-feira (17), cobrando o Governo do Estado pela recomposição salarial de 52,18%, estagnada há quase uma década, e almejando adesão total. A mobilização é iniciativa do Sindiprol/Aduel, sindicato que representa a categoria. Em uma assembleia geral marcada para quinta (19), os docentes irão debater a possível deflagração de uma greve.
Ainda na terça, os professores vão participar de um ato em frente à Alep (Assembleia Legislativa do Paraná), em Curitiba, para reivindicar a reposição inflacionária. Com a data-base do funcionalismo estadual como pauta unificadora, o sindicato prevê que outras categorias públicas devem integrar o movimento. A ação foi convocada pelo FES (Fórum das Entidades Sindicais) em fevereiro.
Os docentes da UEL também aprovaram um indicativo de greve, sendo que a deflagração ou não do movimento será discutida em uma assembleia geral na quinta, às 14h, a depender do avanço das negociações com o Estado. Ronaldo Gaspar, diretor de comunicação do sindicato, antecipou que as aulas podem ser interrompidas já a partir de segunda (23) se a greve for aprovada. Alunos podem participar da assembleia como observadores.
‘Instrumento de luta’
No começo do mês, quando as aulas da instituição foram retomadas com o calendário alinhado, Lorena Ferreira Portes, presidente do Sindiprol/Aduel, chamou a defasagem salarial de “estarrecedora”. O sindicato defende que a paralisação é um “instrumento legítimo de luta e de defesa do serviço público e da própria universidade”, explicando que a mobilização é resultado direto de anos de perdas salariais acumuladas e ausência de recomposição inflacionária.
É de praxe da rede estadual realizar a contratação temporária de professores por meio de PSS (Processo Seletivo Simplificado), outro ponto criticado pela entidade por conta da diferença de salário com relação aos docentes efetivos.


Da Redação
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