Docentes e servidores ameaçam greve na UEL
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quinta-feira, 09 de agosto de 2012
Danilo Marconi <br> <br> Reportagem Local 
Londrina - Servidores da Universidade Estadual de Londrina (UEL) cruzaram os braços ontem em protesto pela falta de reformulação do Plano de Carreira, Cargos e Salários (PCCS). Segundo o Sindicato dos Servidores Públicos Técnico-Administrativos da UEL (Assuel), 60% dos 3,6 mil funcionários participaram do movimento.
Vários setores não funcionaram em virtude da paralisação dos servidores, como a Prefeitura do Campus, Restaurante Universitário (RU) e a creche. Alunos de vários cursos foram dispensados. Os hospitais de Clínicas, Universitário e Veterinário tiveram atividades normais. Os manifestantes interditaram trecho da Avenida Robert Koch e fizeram panfletagem. A reestruturação do plano de cargos é discutida com o governo desde junho do ano passado.
A Assuel apresentou indicativo de greve para a próxima quinta-feira. ''Isso demonstra a falta de vontade do governo em atender as necessidades dos servidores. E se o governo não reformular radicalmente a proposta do PCCS não haverá nada que justifique a mudança da postura da categoria'', afirmou o presidente da Assuel, Marcelo Seabra.
Já o Sindicato dos Professores do Ensino Superior Público Estadual de Londrina (Sindiprol) realizou assembleia ontem e deliberou por um dia de paralisação na semana que vem, agendado para sexta-feira. O indicativo de greve está marcado para o dia 23.
Os docentes cobram reajuste de 31,73%. O governo propôs quitar a dívida com depósitos anuais de 7,14%. O valor equipararia o salário inicial do docente (R$ 1,7 mil) com os servidores técnicos-administrativos (R$ 2,3 mil).
A primeira parcela do reajuste deveria ser paga em outubro, mas o projeto de lei nem foi encaminhado à Assembleia Legislativa. ''O governo não enviou o projeto e não deu justificativa oficial para o fato. Isso criou um estado de indignação dos professores. É um tratamento desrespeitoso'', criticou o presidente do Sindiprol, Nilson Magagnin.
Na UEL são 1,7 mil professores. O Sindiprol também realizou assembleias na Faculdade Estadual de Ciêncas Econômicas de Apucarana (Fecea) e nas unidades da Universidade Estadual do Norte do Paraná (Uemp), de sua base sindical. Todas aprovaram indicativo de greve.
A Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior convocou uma reunião com os sindicatos que representam os servidores e professores de todas universidades estaduais. O encontro ocorre hoje em Curitiba.


