Docentes da UFPR aderem à greve nacional
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quarta-feira, 08 de abril de 1998
Israel Reinstein 
Arquivo FolhaSalárioProfessores e servidores da Universidade Federal do Paraná paralisam atividades na semana que vemOs professores da Universidade Federal do Paraná (UFPR) decidiram, em assembléia anteontem à noite, aderir à greve nacional das universidades federais. Os docentes estão reivindicando reajuste salarial de 48,65%.
Os professores e servidores técnico-administrativos da Universidade Federal do Paraná entram em greve a partir da semana que vem. Os servidores paralisam as atividades na próxima terça-feira. Já os professores suspendem as aulas na quarta-feira.
O presidente da Associação dos Professores da Universidade Federal do Paraná (APUFPR), José Roberto Braga Portela, disse que a paralisação será por tempo indeterminado, podendo ser suspensa quando o governo atender os pedidos dos professores. Queremos reajuste salarial de 48,65%, reabertura dos concursos e bolsas de ensino e implantação de bolsas de estudos, informou.
Segundo a APUFPR, as 35 universidades federais do País precisam de mais seis mil professores. No Paraná, a UFPR precisa a reposição de 300 professores. Neste ponto, o Ministério da Educação já está sensibilizado, porque abriu um concurso para a reposição de duas mil vagas, disse. O item em que o governo federal não abre mão é em relação aos salários, que estão congelados há três anos, complementou.
O vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Terceiro Grau Público de Curitiba, Região Metropolitana (Sinditest), Ivan do Carmo, disse que os funcionários vão seguir a decisão da Federação dos Sindicatos das Universidade Federais Brasileiras (Fasubra), tomada neste fim de semana, que optou pela greve. Carmo conta que os servidores da UFPR haviam deliberado pelo indicativo de greve na segunda quinzena de abril. Mas a data foi adiantada, por causa da unificação da greve dos professores e estudantes de 32 universidades do País, afirmou.
O vice-presidente do Sinditest disse que os funcionários querem garantia de financiamento público para a educação, abertura de cursos noturnos para os trabalhadores, reposição de vagas por concurso público, planos de cargos e carreiras e reposição salarial de 48,65%. A presidente do Sinditest, Roseli Isidoro, disse que a falta de recursos para o setor afeta também os serviços prestados pelo setor para a comunidade. O Hospital das Clínicas vem a cada dia precarizando o atendimento da população carente, deixando-a sem opções de acesso à saúde, critica.


