Curitiba - A doceira Margarete Aparecida Marcondes, de 45 anos, foi presa na madrugada de ontem, enquanto dormia dentro do seu carro, um veículo Renault Symbol, em uma rua da praia de Barra Velha, em Santa Catarina. Em depoimento prestado à Polícia Civil de Santa Catarina, Margarete confessou ter mandado a caixa de bombons envenenados que levou quatro adolescentes ao hospital, em Curitiba, e de ter espancado o marido dela, Nercival Cenedezi, de 49 anos, na tentativa de matá-lo. A motivação para os crimes ainda era uma incógnita para a polícia, até o fechamento desta edição.
De acordo com o delegado Marcel de Oliveira, da Divisão de Investigações Criminais (DIC) de Joinville, que interrogou Margarete ontem de manhã, a doceira disse desconhecer o que a levou a praticar os crimes. ''Ela diz não saber por que fez isso. Margarete conta também que depois teria espancado o marido para encobrir o que ela tinha feito, para que ele não soubesse que tinha sido ela a autora, no caso dos bombons'', afirma o delegado.
Segundo o delegado, Margarete apresenta indícios de distúrbios psicológicos. O delegado responsável pelas investigações no Paraná, Rubens Recalcatti, foi até Joinville ontem, onde Margarete estava detida, para trazê-la ao Estado. Ele falaria sobre o assunto à tarde.
No último dia 12, Margarete entregou uma caixa com oito brigadeiros a um taxista no bairro Capão Raso, em Curitiba, e pediu para entregá-lá na casa de uma adolescente, que estava preparando sua festa de 15 anos. Além dessa adolescente, outros três amigos dela comeram alguns doces e foram hospitalizados. Todos passam bem.
Margarete havia sido contratada para fazer os doces do aniversário e, segundo Recalcatti, mantinha uma relação de amizade com a família da adolescente há alguns anos. Desde o ocorrido, Margarete estava desaparecida. As suspeitas sobre ela começaram a aparecer cinco dias depois do caso, quando o taxista da entrega prestou depoimento.
Após descobrir que foi Margarete quem enviou os bombons envenenados, as polícias do Paraná e Santa Catarina começaram uma busca por ela, que morava em Joinville. Ao chegar na casa dela, os policiais se surpreenderam ao encontrar o marido dela gravemente ferido, com sinais de espancamento, além de marcas de sangue espalhadas pelo chão e pelos móveis. Ele continua internado, sem conseguir falar. No local também foi encontrado um pacote plástico com veneno para rato.

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