Cu­ri­ti­ba - Com os pri­mei­ros re­sul­ta­dos de exa­mes rea­li­za­dos pe­lo La­bo­ra­tó­rio Cen­tral (La­cen) do Es­ta­do do Pa­ra­ná, 94 no­vos ca­sos de gri­pe A (H1N1) fo­ram con­fir­ma­dos on­tem pe­la Se­cre­ta­ria de Es­ta­do da Saú­de (Se­sa). As con­fir­ma­ções vie­ram de um to­tal de 173 amos­tras ana­li­sa­das, sen­do 145 pe­lo La­cen e ou­tras 28 que ain­da es­ta­vam na Fun­da­ção Os­val­do ­Cruz (Fio­cruz), no Rio de Ja­nei­ro. Ao to­do, o Pa­ra­ná tem 180 ca­sos da gri­pe A e qua­tro mor­tes já fo­ram con­fir­ma­das por com­pli­ca­ções da doen­ça. O úl­ti­mo bo­le­tim di­vul­ga­do pe­la se­cre­ta­ria, no iní­cio da se­ma­na, in­for­ma­va 86 ca­sos no Es­ta­do.
  Se­gun­do o di­re­tor-ge­ral da Se­sa, An­dré Pe­go­rer, nem to­dos são ca­sos re­cen­tes e a maio­ria dos pa­cien­tes já pas­sou do seu pe­río­do de iso­la­men­to do­mi­ci­liar. Ele não de­li­mi­tou um pe­río­do, mas dis­se que a maio­ria das amos­tras fo­ram co­le­ta­das ­após o dia 16 des­te mês, no en­tan­to al­gu­mas po­dem ser an­te­rio­res à da­ta.
  A po­si­ti­vi­da­de nas amos­tras di­vul­ga­das on­tem re­pre­sen­ta 54% do to­tal, o que es­ta­ria aci­ma da mé­dia na­cio­nal. Pa­ra Pe­go­rer, o re­sul­ta­do não foi uma sur­pre­sa. ‘‘Es­ta­mos dan­do va­zão a um gran­de nú­me­ro de amos­tras que es­ta­vam ‘­represadas’. Nes­se pri­mei­ro lo­te es­tão os ca­sos con­si­de­ra­dos gra­ves e es­ta­mos no pi­co do in­ver­no, por is­so a ten­dên­cia é que o nú­me­ro de po­si­ti­vos se­ja ­maior’’, ex­pli­cou.
  Ou­tros 1.553 ca­sos sus­pei­tos aguar­dam re­sul­ta­dos de aná­li­se e 408 já fo­ram des­car­ta­dos des­de o iní­cio das co­le­tas. Ou­tros 300 re­sul­ta­dos ti­nham pre­vi­são de ­sair en­tre on­tem e ho­je, con­tu­do, a par­tir de ago­ra, a Se­sa só di­vul­ga­rá bo­le­tim com no­vos ca­sos con­fir­ma­dos uma vez por se­ma­na, às quar­tas-fei­ras.
  No en­tan­to, Pe­go­rer ga­ran­tiu que to­das as mor­tes con­fir­ma­das se­rão re­pas­sa­das à im­pren­sa, a me­di­da que são in­for­ma­das à se­cre­ta­ria. No pri­mei­ro lo­te di­vul­ga­do ­após o iní­cio de aná­li­se pe­lo La­cen, ne­nhu­ma no­va mor­te foi con­fir­ma­da por­que, ape­sar de o La­cen po­der ava­liar a con­ta­mi­na­ção pe­lo ví­rus In­fluen­za A (H1N1), os óbi­tos de­vem ser rea­va­lia­dos pe­la Fio­cruz, em aná­li­se ana­to­mo­pa­to­ló­gi­ca, se­guin­do pro­to­co­lo do Mi­nis­té­rio da Saú­de (MS). O re­sul­ta­do fi­nal de­ve ­sair, ­após o en­vio, en­tre se­te e dez ­dias.
  Pa­ra o di­re­tor-ge­ral, o rit­mo de in­ves­ti­ga­ção dos óbi­tos ‘‘tem si­do ­satisfatório’’. O La­cen tra­ba­lha com uma lis­ta de prio­ri­da­de diá­ria. ‘‘Ló­gi­co que é im­por­tan­te fa­zer o diag­nós­ti­co e a no­ti­fi­ca­ção dos ca­sos. Mas ­mais im­por­tan­te é cui­dar­mos da as­sis­tên­cia a saú­de, fa­zer com os ser­vi­ços de saú­de che­guem a ­quem ­precisa’’, afir­mou Pe­go­rer. Pa­ra is­so, a Se­sa dis­po­ni­bi­li­zou 50 ­kits de ins­tru­men­tos com­pos­tos por um mo­ni­tor, um oxí­me­tro e um res­pi­ra­dor, que po­de­rão ser adap­ta­dos em lei­tos de cui­da­dos in­ter­me­diá­rios que se­rão en­ca­mi­nha­dos aos lo­cais por ní­vel de prio­ri­da­de, sen­do, atual­men­te, Cu­ri­ti­ba a re­gio­nal ­mais crí­ti­ca pe­lo vo­lu­me de ca­sos con­fir­ma­dos.
Au­diên­cias sus­pen­sas
  A Jus­ti­ça do Tra­ba­lho de­ci­diu sus­pen­der to­das as au­diên­cias no Fó­rum Tra­ba­lhis­ta de 1º ­Grau de Cu­ri­ti­ba até o dia 7 de agos­to. ‘‘Pe­lo me­nos 2 mil pes­soas fre­quen­tam dia­ria­men­te o Fó­rum Tra­ba­lhis­ta de Cu­ri­ti­ba e, co­mo ges­to­res pú­bli­cos, te­mos o de­ver de pre­ser­var a saú­de fí­si­ca de to­dos, ado­tan­do me­di­das pre­ven­ti­vas. Evi­tar a aglo­me­ra­ção de pes­soas é a prin­ci­pal de­las pa­ra com­ba­ter a pro­li­fe­ra­ção do ­vírus’’, jus­ti­fi­cou o di­re­tor do Fó­rum, ­juiz Jo­sé Apa­re­ci­do dos San­tos, em no­ta di­vul­ga­da. As au­diên­cias se­rão agen­da­das no­va­men­te con­for­me pau­ta de ca­da va­ra do tra­ba­lho. Os de­mais ­atos e pra­zos pro­ces­suais ocor­rem nor­mal­men­te.





Onde há risco de contrair


Escolas, shows, estádios
As chances de pegar a gripe aumentam em lugares fechados onde as pessoas ficam muito próximas, se encostam e permanecem juntas durante muito tempo


Shoppings, cinemas, metrô, parques de diversões
Também há risco em locais fechados onde se partilham objetos. A mão que segurou um espirro toca a cadeira e pode contaminar o próximo que manuseá-la e depois levar a mão suja ao rosto.

Parques abertos, ciclovias, quadras sem cobertura
O risco diminui muito em locais abertos ou bem ventilados, desde que não haja aglomerações. Também vale o cuidado de lavar sempre as mãos.


Fonte: infectologistas

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