Doações e apreensões lotam parques
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sexta-feira, 05 de setembro de 1997
Maria Tereza Boccardi Especial para a Folha 
Ney de SouzaReconhecimentoDiretores dos parques dizem que doações correspondem ao bom trabalho realizado no trato dos animaisEm um ano, o número de animais no Bosque Guarani, onde está instalado o zoológico municipal de Foz do Iguaçu, aumentou em 62,8%. No ano passado havia 202 animais, de 43 espécies. Atualmente, são 354 animais, de 66 espécies. Os bichos são trocados ou doados por outros zoológicos, principalmente o de Curitiba.
Se a gente não fizesse um bom trabalho técnico, os animais não seriam trazidos para cá. Isso é um sinal do reconhecimento das outras instituições, afirma o biólogo e diretor do parque, Ivo Borgheti. Em agosto, o Bosque Guarani recebeu doações do zoológico de Curitiba, que enviou um casal de lobo-guará e três tucanos-toco.
A grande quantidade de animais silvestres apreendidos na fronteira entre Brasil e Paraguai também colabora com o crescimento desses números. No final de agosto, 25 papagaios foram trazidos para o Bosque. Mas como o recinto para essa espécie está lotado, com 12 exemplares, as aves foram encaminhadas a um criadouro do Rio de Janeiro.
O Parque das Aves Foz Tropicana - que abriga aproximadamente 700 aves, de 160 espécies - também recebe animais apreendidos. De acordo com uma das biólogas do parque, Márcia Cziulik, em agosto foram recebidos 89 cardeais, provenientes de apreensões.
De acordo com a bióloga, no ano passado cerca de mil aves apreendidas foram levadas para o parque. Em consequência da superlotação nos zoológicos, muitas vezes os animais são soltos nas matas, inclusive no Parque Nacional.


