Curitiba - A representação regional do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit) negou ontem que estejam ocorrendo irregularidades nas definições dos preços da Operação Tapa-Buraco no Paraná. Nesta semana, a imprensa noticiou que o preço da recuperação de um trecho da BR-163 é 31 vezes maior do que outro trecho de extensão semelhante na BR-373, entre Três Pinheiros e Coronel Vivida.
Em nota, a assessoria da representação regional do Dnit apontou que os serviços contratados na modalidade ''emergência'' são diferentes em cada trecho rodoviário, o que provoca a disparidade nos preços. Segundo a assessoria, nos trechos citados pela imprensa as condições não são as mesmas.
Na BR-163, trecho entre Marechal Cândido Rondon e Guaíra, a rodovia foi construída em 1980, mas nunca foi restaurada devido à pendenga entre União e Estado sobre a responsabilidade pela rodovia. Já a BR-373 teria sido restaurada em 1999, segundo o Dnit, mas necessita de pequenos serviços em pontos localizados.
Omir Mello Ferreira, engenheiro do Dnit no Paraná, explicou que a administração do órgão orientou as regionais para que solicitassem às empreiteiras que fosse considerado o Sistema de Controle de Preços Rodoviários do departamento na hora de apresentar as planilhas. ''A orientação é para que fossem praticados aqueles preços, menos 10%. Isso vai representar economia, mas com serviços de qualidade'', afirmou Ferreira. No Paraná, a previsão é de que sejam aplicados R$ 21 milhões na operação.
Ontem, a assessoria da Secretaria de Estado dos Transportes relatou que o governo não enviará documento ao Ministério dos Transportes para informar que não oferecerá contrapartida à Operação Tapa-Buraco. O governo federal esperava que os Estados custeassem 30% das obras. Nos bastidores, comenta-se que a União dificilmente pressionará os Estados já que a operação foi criada emergencialmente, e os orçamentos estaduais não prevêem contrapartida para as ações anunciadas.

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