Curitiba- Uma recente avaliação técnica realizada pelo Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit) demonstrou que 13 das 187 pontes e viadutos federais existentes na Região Metropolitana de Curitiba (RMC) estão em estado regular ou ruim porque estiveram abandonadas nos últimos dez anos. Apesar disso, o Dnit assegura que as pontes estão sendo monitoradas e que não existe motivos para alarme. ''Nenhuma das pontes corre risco de romper ou despencar (como ocorreu com a da BR-116 em janeiro deste ano) '', afirma o engenheiro Ronaldo Jares, responsável pelas obras feitas na BR-116.
Recursos federais foram solicitados para a melhoria das pontes, mas apenas 26 estariam passando por reformas ou em fase de aprovação de projeto. Destas, 12 estão no trecho da BR-116 entre Curitiba e Rio Negro (109 km a sudoeste de Curitiba).
Também estão em obras pontes que ficam na BR-476 (entre Colombo e Bocaiúva do Sul, na RMC) e na BR-153 (entre União da Vitória e General Carneiro; e entre Santo Antonio da Platina e Ibaiti). A maior parte das obras é de alargamento da pista de rolamento e reforço de estrutura. Em algumas pontes, as obras iniciadas este ano já foram terminadas.
A situação mais grave é da BR-116, em Campina Grande do Sul (RMC). Além das pontes em todo o trecho estarem danificadas e precisando de obras, não existe previsão para o início da reconstrução da Ponte sobre o Rio Capivari-Cachoeira, no sentido Curitiba-São Paulo. Nos próximos dias, começam a ser realizadas obras emergenciais de contenção dos pilares que sustentam a estrutura da ponte que restou.
A reconstrução e a conservação de pontes no Paraná estão inseridas no programa de Conservação de Artes Especiais encaminhado para o Ministério dos Transportes. Os recursos pedidos seriam usados caso fossem aprovados pelo governo federal para resolução de problemas estruturais e recuperação de cabeceiras. ''Os recursos precisam ser específicos para que possamos usá-los em obras emergenciais'', disse o engenheiro Ronaldo Jares.
Entre as obras emergenciais citadas por Jares estão as pontes Rio Bonito (que teve afundamento de pista por causa da infiltração de água de chuva e corria o risco de erosões) essa obra já está pronta; Rio Manoel José (que precisa ser reformada por conta das ferragens da ponte que estão expostas e deveriam ser recobertas); Rio Pardinho (que fica na divisa com São Paulo e está com o tabuleiro da ponte com rompimentos por causa das ferragens expostas); Rio Tucuru (que apresenta erosão no sentido Curitiba-São Paulo e afundamento do lado esquerdo da pista); Rio Iguaçu (que precisa ser alargada e reforçada para que caminhões passados possam trafegar); Rio Carumbé (na BR-476, entre Adrianópolis e Curitiba, precisa ser alargada e passagem para pedestres tem que ser construída para evitar acidentes); Rio Barigui (na BR-376, já está sendo recuperada).
''Nossas pontes foram prejudicadas em todo o Paraná por conta do excesso de peso de caminhões, que acabam trafegando em nossas rodovias sem qualquer cuidado. Com o excesso de peso ocorrem afundamentos em pistas e até acidentes'', justificou Jares.
A saída seria a colocação de balanças permanentes nas rodovias para evitar que os caminhões transitem com peso superior a 45 toneladas. ''Tivemos casos de pegarmos bitrens com até 80 toneladas. Esses caminhões têm que fazer transbordo da carga ou voltam. De qualquer forma são multados para que não mais trafeguem com excesso de peso'', ponderou o engenheiro.

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