Curitiba - O Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (Dnit) anunciou ontem que concluiu mais de 80% da Operação Tapa-Buraco no Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Chamada de Programa Emergencial de Trafegabilidade e Segurança nas Estradas (Petse) pelo governo federal, a ação recuperou 2.846 quilômetros de um total de 3.449 previstos no Sul do Brasil.
O Dnit apontou que no Paraná a operação abrange pouco mais de 600 quilômetros de rodovias, em 12 trechos. Até o final de junho, quatro trechos estavam com 100% dos serviços pronto. A previsão é que as ações no Paraná sejam concluídas no início de agosto.
Em janeiro, no início da operação, o Dnit informou que o investimento total seria de R$ 440 milhões, sendo R$ 23 milhões destinados ao Paraná.
O Tribunal de Contas da União (TCU) apontou diversos problemas na operação. O órgão fiscalizou em todo o Brasil 103 itens do programa, que correspondem a 40,4% do total. O relatório descreveu que em 47,5% das fiscalizações foram encontradas irregularidades que poderiam causar a paralisação da obra e somente 7,9% das obras vistoriadas não apresentaram nenhuma irregularidade.
Entre os problemas, segundo o TCU, estão aplicação irregular de recursos e dispensa irregular de licitação. O tribunal criticou o caráter pontual do programa e ressaltou que o governo não investe o suficiente nas estradas. Segundo o TCU, o próprio Dnit apontou que seria necessário investir R$ 1,5 bilhão por ano, durante quatro anos, para recuperar a malha rodoviária federal.

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