Curitiba - O Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre (Dnit) abriu ontem, em Brasília, as propostas de licitação para construção da segunda ponte internacional entre Brasil e Paraguai. Conforme o Dnit, o projeto está previsto há oito anos, mas não saiu do papel por causa de questionamentos na Justiça e de problemas em certames anteriores.
Em abril do ano passado o próprio órgão federal declarou a licitação fracassada após nenhuma das empresas aceitar a quantia oferecida, de R$ 195 milhões. Com os ajustes feitos no edital, a expectativa é que a empresa responsável pela obra seja conhecida em alguns meses.
De acordo com o Dnit, participaram da sessão de ontem representantes do Consórcio Construbase/Cidade/Paulitec e da Empresa Sul Americana de Montagens S.A. (EMSA). A EMSA ofereceu R$ 232,3 milhões, o menor preço da sessão. O segundo colocado foi o Consórcio Construbase/Cidade/Paulitec, com o lance de R$ 233,375 milhões. Agora a Comissão de Licitação vai avaliar as propostas técnicas dos dois concorrentes. Depois, será convocada uma nova sessão para divulgar as notas de cada participante.
Estaiada, a nova ponte ficará sobre o Rio Paraná na BR-277 e terá 760 metros de extensão, 320 de vão livre e 17,85 de largura. A sustentação será feita por duas torres com 136 metros de altura cada. Depois de iniciados, a previsão é que os trabalhos consumam de dois a três anos.
A ponte, incluída no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), será construída ligando Foz do Iguaçu a Presidente Franco, no Paraguai, próximo à fronteira com a Argentina. Ainda segundo o Dnit, a expectativa é de que a nova estrutura ajude a desafogar o trânsito na Ponte da Amizade, entre Foz e Ciudad del Este, e quando interligada à futura Perimetral Leste, desviará do centro da cidade o tráfego de caminhões pesados que entram e saem do País pela região.

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