Brasília, 20 (AE) - O ministro dos Transportes, Eliseu Padilha, anunciou hoje que o Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER) deverá dar prioridade este ano às obras de conservação das estradas, deixando em segundo plano a construção de novas rodovias. Segundo Padilha, essa diretriz do DNER, cuja nova diretoria foi indicada na semana passada, representa uma "revolução" no órgão, pois a determinação será evitar que as estradas federais cheguem a um estado precário, que exija obras de recuperação.
Segundo dados apresentados pelo ministro, a conservação de um quilômetro de rodovia custa em média R$ 3 mil, enquanto os trabalhos de restauração custam uma média de R$ 120 mil por quilômetro. "A vida útil de uma estrada é de até 25 anos, se bem conservada", disse o novo diretor-executivo do DNER, Haroldo Mata. "Se não haver conservação, em cinco anos a rodovia pode ficar bastante prejudicada", explicou.
O governo decidiu aumentar em 400% os recursos para conservação e sinalização, que foram de R$ 60 milhões em 1998 para R$ 300 milhões. O ministro reuniu-se hoje com 130 engenheiros do DNER, que atuam em todos os distritos regionais e nas principais rodovias federais. "Com o atual estágio, as estradas brasileiras vão deteriorar-se rapidamente sem conservação", afirmou o ministro. Apesar do aumento nos gastos destinados a conservação, o governo ainda vai destinar R$ 1,2 bilhão para construção de rodovias, 30% a menos que o R$ 1,72 bilhão destinado no Orçamento de 1998. "A prioridade era construir, e agora será conservar as estradas", disse o ministro.

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