Curitiba, 02 (AE) - O Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER) liberou hoje o primeiro trecho, com 31 quilômetros, de pista duplicada da Rodovia Régis Bittencourt (BR-116). O trecho compreende 23,8 quilômetros a partir da divisa com o Estado de São Paulo e mais 8 quilômetros a partir da Represa do Capivari. A previsão é de que, em 75 dias, sejam entregues os 13 quilômetros que ainda precisam ser duplicados no Paraná.
A expectativa do DNER é de que as mortes na Régis Bittencourt diminuam entre 50% e 80% após a duplicação. "É o fim da chamada Rodovia da Morte", disse o diretor regional do DNER, João Alberto Sautchuk. Diariamente trafegam pela rodovia mais de 12 mil veículos, que gastam seis horas para chegar a São Paulo. Com a duplicação, esse tempo pode ser reduzido em duas horas.
As obras começaram em janeiro de 1997 e foram bastante prejudicadas pelas chuvas. A pista entregue hoje tem 10,70 metros de largura. Desse total, 7,20 metros são destinados ao tráfego, 2,50 metros são acostamento e o restante, faixa de segurança. A antiga pista foi restaurada e ganhou as mesmas dimensões.
Com essa parte entregue, a Rodovia do Mercosul, como está sendo chamada a BR-116, já está com 130 quilômetros duplicados no Paraná. Depois da entrega dos 13 quilômetros restantes da Régis Bittencourt, o DNER vai se dedicar exclusivamente ao trabalho do Contorno Leste de Curitiba, que tem 45 quilômetros. Ele permitirá que o movimento seja desviado do perímetro urbano, pois hoje a rodovia cruza a cidade numa extensão de 22 quilômetros. Todo o trecho deve ficar pronto no segundo semestre do próximo ano.

mockup