DNA regenera pulmão para transplante
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quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Folhapress 
São Paulo - Um novo tipo de terapia gênica conseguiu recuperar pulmões que haviam sido doados para transplantes, mas estavam lesionados por inflamações. Com um sistema especial para manter os órgãos vivos e funcionando fora do corpo, cientistas liderados por um médico gaúcho no Canadá conseguiram tratá-los e torná-los aptos para cirurgia injetando um vírus inerte que distribuiu DNA terapêutico nas células.
Mantivemos os pulmões por 12 horas no sistema de perfusão [que preserva o órgão extraído vivo e ativo, sem precisar refrigerá-lo] e testamos sua função, conta Marcelo Cypel, o brasileiro que liderou o trabalho, descrito em estudo na edição de hoje da revista Science Translational Medicine. Os órgãos que ficaram no sistema, mas não receberam terapia gênica, mantiveram-se estáveis, mas não melhoraram. Aqueles que receberam a terapia mostraram uma melhora, com regeneração de tecido.
O sistema de perfusão -também criado pelo grupo de Cypel- acaba de passar com sucesso por um teste clínico em pacientes no Canadá. Evitando a deterioração de órgãos para doação, os cientistas conseguiram aumentar de 100 para 120 o número de transplantes que o seu hospital faz por ano.


